Mundial de resistência

Recuperação incrível permite à equipa de Félix da Costa reforçar liderança

Recuperação incrível permite à equipa de Félix da Costa reforçar liderança

Depois de terem sido obrigados a largar da 38.ª e última posição da grelha, em Monza, Félix da Costa, Roberto Gonzalez e Will Stevens (JOTA) conquistaram o segundo lugar na corrida da categoria LMP2, reforçando a liderança do campeonato mundial - FIA WEC.

Nas 6 horas de Monza, quarta prova do campeonato mundial de resistência, as coisas começaram por não correr bem a Félix da Costa, com uma penalização na qualificação a empurrar o carro número 38 da JOTA para a última posição na grelha.

Apesar disso, Stevens efetuou um excelente arranque inicial, recuperando de imediato várias posições. Mais tarde, Gonzalez efetuou um duplo turno isento de erros, passando depois o carro a Félix da Costa, que atacou ao máximo para se colocar na luta pela vitória na corrida. No entanto, ela acabaria por sorrir à Realteam by WRT.

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"Largando do 38º lugar, sabíamos que não teríamos um dia fácil pela frente, mas demos tudo em pista, sempre ao ataque, e também a equipa efetuou um trabalho incrível a nível de estratégia, que nos permitiu estar em posição de lutar pela vitória. Chegámos a liderar, mas na última hora tínhamos pneus mais desgastados e acabámos por terminar em segundo. A verdade é que, partindo de último, se me tivessem dito que iria terminar em segundo, teria aceitado de imediato. Estamos contentes e reforçámos a liderança do campeonato, que é sem dúvida o nosso objetivo para este ano. Faltam duas provas e queremos vencer este campeonato mundial", referiu António Félix da Costa, após a corrida.

Menos felizes estiveram Filipe Albuquerque e os seus companheiros de equipa na United Autosports, Phil Hanson e Will Owen, que arrancaram para as 6 horas de Monza na primeira posição, mas um problema no sensor do acelerador fez o trio do Oreca #22 cair para último lugar, terminando a prova no 13.º lugar.

"Nem sei o que dizer. Começamos sempre bem, da linha da frente, mas há sempre alguma coisa a acontecer para nos impedir de conseguir traduzir o nosso andamento em resultados efetivos. Desta vez, foram problemas no acelerador, que aconteceram logo após a uma situação de "safety-car". Estávamos todos muito juntos e fomos para último. Quando a sorte não nos acompanha, não há nada a fazer", referiu Filipe Albuquerque.

O piloto português está ciente que pouco haverá a fazer em termos de campeonato, mas mantém a ambição de, até ao final da época, conseguir pelo menos subir ao pódio.

"Não nos basta as 'pole positions', queremos mais que isso. Sabemos que temos tudo para o conseguir, mas o azar não nos anda a dar tréguas. Claro que não vamos deitar a toalha ao chão. Há mais duas corridas e vamos continuar a dar o nosso melhor", referiu.

Após a corrida de Monza, Félix da Costa, Roberto Gonzalez e Will Stevens (JOTA) reforçaram a liderança no campeonato mundial de resistência da categoria LMP2, somando agora 95 pontos, mais 19 que Pierson e Jarvis.

A próxima prova da temporada tem lugar em Fuji, no Japão, no mês de setembro.

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