Taça de Portugal

Reviravolta na Amoreira e águia com um pé no Jamor

Reviravolta na Amoreira e águia com um pé no Jamor

Darwin Núñez, por duas vezes, e Seferovic marcaram os golos da equipa de Jorge Jesus. Estoril esteve em vantagem no marcador, graças a Vidigal.

Darwin, por duas vezes, e Seferovic assinaram os golos das águias, que venceram o Estoril (3-1), na Amoreira, e garantiram uma vantagem confortável para a segunda mão, na antecâmara da final da prova-rainha, no Jamor. Um triunfo justo, o segundo consecutivo - algo que não acontecia há sensivelmente um mês -, e que ajuda a reforçar a confiança e estabilidade de um conjunto que deseja esquecer a tempestade de resultados negativos e voltar a navegar em águas mais tranquilas. O Benfica tornou a evidenciar, porém, algumas marcas do passado. Entrou poderoso no jogo, mesmo sufocante, perdeu-se em chances desperdiçadas e voltou ao sofrimento perante um adversário implacável na única saída precária da prisão defensiva. Apesar da desvantagem, a águia já revelou mais pernas e intensidade que nos últimos tempos e deu a volta ao marcador.

É óbvio que o Benfica encontrou um adversário do escalão inferior, com rótulo de tomba-gigantes, que jogou e bem as suas armas. Mas que pareceu render-se quando ficou em desvantagem no encontro. Apesar de não revelarem a velocidade necessária e insistirem demasiado pela zona central, as águias mostraram boa química, entendimento e criaram oportunidades. Só que, no momento da verdade, Darwin e Rafa não revelaram sangue frio.

Quase num colete de forças junto à área, os canarinhos aproveitaram a única folga para ferirem o adversário, numa lição prática de contra-ataque concluída por Vidigal. Apesar da desvantagem, o Benfica não se intranquilizou e manteve o registo perante um Estoril confortável, compacto e que só à terceira vaga de Darwin sofreu o empate.

A discussão tornou-se mais aberta na etapa complementar. As substituições nas duas equipas e o próprio desgaste físico criaram mais espaço, aproveitado pelos encarnados para desenharem um triunfo expressivo e que deixa a porta da final bem aberta.

POSITIVO: André Vidigal iniciou e concluiu o lance do golo canarinho. Darwin bisou e Pedrinho assinou duas assistências de classe, desperdiçadas pelos companheiros.

NEGATIVO: Grimaldo falhou no tento estorilista. Bem a desequilibrar, Rafa desperdiçou várias chances e precisa de trabalho específico para ultrapassar o trauma do remate.

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ÁRBITRO: Adotou um critério amplo no plano disciplinar e perdoou um amarelo a Rosier. Não deu qualquer relevância a alguns protestos depois de lances nas duas áreas.

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