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Ronnie Brunswijk: cocaína, armas, política e futebol profissional aos 60 anos

Ronnie Brunswijk: cocaína, armas, política e futebol profissional aos 60 anos

Ronnie Brunswijk é uma figura, no mínimo, peculiar no Suriname. O vice-presidente foi procurado pela Interpol, não pode sair do país e agora, aos 60 anos, estreou-se como futebolista profissional.

O sonho de muitas pessoas é um dia alcançar o futebol profissional e para Ronnie Brunswijk a idade, a situação legal ou a profissão não foram impedimentos. O atual vice-presidente do Suriname é dono do Inter Moengotapoe, que enfrentou o Olimpia de Honduras nos oitavos de final da Liga da CONCACAF (órgão que governa o futebol continental na América do Norte, Central e Caraíbas), e decidiu estrear-se como capitão de equipa, tornando-se no jogador mais velho a competir num jogo oficial nesta federação. Não ajudou muito visto que a sua equipa perdeu por 6-0.

Mas a personagem que é Ronnie torna esta história mais interessante. Foi um ex-militar e antigo guarda-costas de Desi Bouterse, que na década de 90 era ditador do Suriname e utilizava o país para tráfico de droga e armas. Em 1999 um tribunal dos Países Baixos condenou Ronnie Brunswijk, na altura líder do movimento rebelde, a oito anos de prisão por tráfico de cocaína, mas o homem manteve-se em liberdade no país. Chegou a pertencer à lista de mais procurados da Interpol pelos antecedentes no narcotráfico, mas o Suriname não permite a extradição dos seus criminosos.

No final da partida, o vice-presidente foi visto no balneário adversário a distribuir dinheiro, aparentemente notas de 100 dólares (85 euros), o que motivou o entusiasmo e aplausos da equipa das Honduras.

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