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Rúben Amorim: "A responsabilidade está do lado do Tottenham"

Rúben Amorim: "A responsabilidade está do lado do Tottenham"

Técnico dos leões atribui favoritismo no grupo aos londrinos, falou do possível regresso de Paulinho ao onze e garantiu que a equipa não vai perder a identidade.

Na antevisão do Sporting-Tottenham de terça-feira (17.45 horas), Rúben Amorim passou a pressão para o lado dos londrinos, não querendo, ainda assim, abdicar das ideias que tem apresentado esta temporada.

"O Tottenham é uma equipa muito forte, com um treinador vencedor onde quer que vá. São muito fortes na transição e nas bolas paradas, até quando a bola está no Lloris [guarda-redes], é tudo muito bem estudado. Mas nós gostamos de ter bola e queremos manter isso. Queremos ser competitivos em todos os jogos, o resultado logo se vê. A responsabilidade está do lado do Tottenham, mas nós somos um clube grande em Portugal e temos de jogar para vencer", disse o técnico verde e branco, esta segunda-feira, antes de abordar uma possível vantagem física do adversário por não ter jogado no fim-de-semana.

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"Não quero falar disso, porque poderia servir de desculpas para os jogadores... Normalmente são os ingleses quem têm menos tempo de descanso. Nós conhecemos a equipa, tivemos foi menos tempo, porque o foco estava totalmente no Portimonense, um jogo que tínhamos de ganhar. Temos menos tempo para recuperar. Mas este jogo, sendo Champions, com os jogadores jovens como os nossos, ambiciosos, de certeza que todos vão querer jogar e dar tudo. Se calhar a preocupação será depois com o Boavista", atirou Amorim.

As ausências de Luís Neto e St. Juste dão dores de cabeça no centro da defesa, mas garante que já escolheu o onze. "Perdemos o encaixe que tínhamos, que era pelo St. Juste, que era o mais rápido, que se calhar encaixava bem no Son. Tínhamos o Neto que é bastante experiente. Teríamos aí alguém para anular a velocidade nas costas. Mas o Inácio fez lá parte da época, o Esgaio poderá ser opção por apanhar um extremo pela frente. Vamos ver. Eu já sei quem vai jogar, mas não vou dizer".

Também o possível regresso de Paulinho ao onze foi motivo de conversa. "São momentos diferentes. Paulinho recuperou da lesão recentemente. Os três da frente têm tido um rendimento muito bom que dificulta colocar outros jogadores ali na frente. A ligação entre Marcus [Edwards] e Trincão funcionou muito bem, ambos fazem dentro e fora e cria dinâmicas na equipa. Está mais difícil para o Paulinho ganhar o seu lugar. Tem de recuperar os índices físicos. Eles é que dificultam a vida os três da frente têm estado muito bem".

Os londrinos ainda não perderam, mas isso "não mete medo" a Amorim, apesar de afirmar que o Tottenham "é favorito" e que isso retira "responsabilidade, não como equipa, mas para o exterior". "Tenho a certeza que olharam para nós como a equipa mais fraca do grupo digamos assim e gostamos disso", acrescentou ainda.

Do outro lado está uma das melhores equipas defensivas da Premier League, mas para Amorim o sucesso passa por continuar a fazer as coisas como tem sido habitual. "Penso que o segredo é não fazer as coisas diferentes. Depois confiar em Trincão, Edwards, Pote, Rochinha e Arthur. Nas alas é diferente com Matheus Reis ou com Nuno Santos. O Porro é um dos melhores laterais ofensivamente da Europa. Segredo é não fazer nada de diferente, olhando para o Tottenham que não deixa muito espaço. Temos uma estratégia, a ver se funciona. Foco é fazer o que fazemos bem".

Por fim, Amorim abordou individualmente dois jogadores: Morita e Marcus Edwards. "A primeira coisa que tenho a dizer sobre o Morita é que acho que todos os treinadores deviam treinar um jogador japonês, que está sempre pronto a ajudar a equipa e os outros, pede desculpa 1000 vezes por dia, quer sempre aprender, só temos coisas boas a dizer dele. Os jogadores japoneses estão a chegar à Europa pela capacidade técnica, que ele tem muita, pode jogar a seis e a oito, estou muito satisfeito com ele, bendito o dia que escolhemos o Morita, pelo valor que foi e pelo homem que é", disse. Sobre o inglês, quis afastar futuros interessados, em jeito de brincadeira.

"O Marcus é um jogador muito talentoso, é um dos melhores em Portugal a jogar entre linhas. Teve dificuldade de habituação ao estilo de vida português e isso está a mudar. O nosso plantel é jovem e ele adequa-se e Lisboa não é Londres, mas é diferente [de Guimarães]. O talento está lá, eu acho que ele pode chegar à seleção inglesa, tem de ser mais consistente, que já está a ser, tem de ser mais concentrado em tudo, no treino e à volta. Vejo muito talento nele, acho que pode crescer muito, mas tem um longo caminho a percorrer e acho que fizemos um excelente negócio e ele não é um jogador barato", concluiu.

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