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Ruben Amorim: "Um grande abraço ao Sérgio Conceição"

Ruben Amorim: "Um grande abraço ao Sérgio Conceição"

O técnico do Sporting colocou-se ao lado do treinador do F.C. Porto após o apedrejamento da família de Conceição e espera que ausência de jogadores leoninos na seleção nacional sirva de motivação.

Na antevisão do encontro de sábado frente ao Boavista, no Bessa, (20.30 horas, SportTV1), Ruben Amorim, treinador do Sporting, abordou o incidente com a família de Sérgio Conceição, aproveitando para enviar um abraço ao treinador do F.C. Porto.

"Não vou comentar o incidente, porque aí são as autoridades, as pessoas responsáveis que têm de fazer alguma coisa. Quero é mandar um grande abraço ao Sérgio, já o fiz, não somos propriamente amigos como sabem, mas pelo que ele faz pelo F.C. Porto, merecia mais, ainda que aquilo não represente os adeptos do F.C. Porto. Ele está revoltado porque preferia ser ele a levar com pedras do que os filhos. Os meus jogadores têm de ter atenção a isso porque o F.C. Porto ganhou a Liga e a Taça há pouco tempo. Não sei como reagiria, se a minha família fosse apedrejada. Grande abraço ao Sérgio, não lhe ganho muitas vezes, mas ele faz de mim um melhor treinador", afirmou o técnico dos leões, que comentou também a ausência de jogadores do Sporting da seleção nacional e dos sub-21.

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"Os selecionadores fazem as escolhas, eu faço as minhas que às vezes não são muito bem entendidas. Eles têm muito por onde escolher, especialmente na seleção portuguesa, os jogadores do Sporting têm de trabalhar mais e jogar melhor para ganhar lugar. Ainda falta algum tempo para o Mundial, depois começa o ciclo do Europeu, eles são muito jovens e têm de melhorar. Temos de olhar para isso como uma motivação, não ficar zangados, temos é de encontrar motivação para eles ganharem lugar", começou por dizer, recusando que a ausência de jogadores a representar Portugal belisque o seu trabalho. "Se eu fosse o selecionador levava todos, para mim são perfeitos e são jogadores de seleção nacional, mas eu sou treinador do Sporting. Se não escolheu o Trincão, escolheu o Jota, se não escolheu o Pote, escolheu o Félix. É difícil. Não belisca o meu trabalho, até porque temos conquistado alguns títulos", acrescentou.

Sobre os boavisteiros, deixou rasgados elogios à equipa de Petit e garante que não olhou especialmente para o duelo com o Benfica [derrota dos axadrezados por 3-0]. "Sabemos as dificuldades que vamos encontrar e o nosso lugar na tabela. É uma equipa muito motivada, com os mesmo pontos que nós [tem mais dois pontos] e sabemos do ambiente no Bessa e da intensidade da equipa. Temos de perceber que ainda não fizemos nada e que vencer jogos tem de ser o normal. A obrigação é vencer o jogo. Olhámos para o jogo do Benfica porque foi dos últimos, mas para onde olhámos mesmo foi para o da época passada contra nós. Olhámos para as características destes jogadores, mas a ideia já lá estava, o jogo entre as equipas dá uma ideia melhor. Quando o treinador se mantém, a ideia mantêm-se, mudando uma ou outra característica. Estamos preparados para a ideia do míster Petit e para as características individuais dos jogadores", assumiu, não confirmando as declarações de Petit que afirmou que Paulinho seria titular. "Em relação ao Paulinho vamos ver, tivemos mais um dia de descanso ao habitual nesta série e vamos apresentar os melhores, mas repito, ninguém entra ou sai da equipa por marcar golos por os deixar de fazer", explicou.

O bom arranque na Champions, com seis pontos em dois jogos, abordou o deslumbramento dos jogadores, que, garante, estão "preparados para voltar à terra". "O que fizemos foi falar com os jogadores, treinar, explicar e mostrar a tabela classificativa. Temos vários exemplos, o Sheriff ganhou fora ao Real, tinha seis pontos e não passou. Nós o ano passado tínhamos 0 e passámos. Eles sabem que perdem o lugar na equipa se se distraírem", garantiu Amorim.

A saída de Matheus Nunes levou a mudanças na equipa que, para o técnico do Sporting, foram planeadas. "Fizemos o planeamento e eu voltei a dizer que falhámos, vendemos vários jogadores, como o Tabata, para segurar o Matheus e não foi possível, mas o Sarabia saiu para entrar o Trincão, o Palhinha saiu e tinha o Ugarte preparado há seis meses, o Edwards sabíamos que ia ter dificuldades a adaptar-se, foi tudo feito com tempo e torna-se tudo mais fácil. O Morita apareceu e apareceu bem, uma grande dificuldade foi também que o Matheus saiu e o Daniel Bragança lesionou-se, que podia fazer a transição com tranquilidade. Já ninguém faz os movimentos do Matheus, o que eu acho que vai ajudar o Dani no futuro, desta forma ele vai jogar cada vez melhor e estamos à espera dele para isso, até o Mateus Fernandes está melhor. São algumas dinâmicas que fazemos, é impossível reproduzir o que o Matheus Nunes faz. É mérito de toda a gente que está atenta no planeamento, aqui ou ali falhámos, mas é mérito de toda a gente, do Viana, do scouting, em que toda a gente faz o trabalho sobre uma ideia, um caminho", frisou.

A pausa para as seleções foi também motivo de conversa, com Amorim a admitir que tem "pena que Sotiris vá para a seleção", mas, revelando que os leões jogarão uma partida de treino nessas datas, abordou outros atletas. "Quando penso nisso, penso no Arhtur que fez poucos treinos, o Rochinha, que ainda assim fez a pré-época... A melhor forma de planear isso é ganhar contra o Boavista", explicou, antes de atualizar o boletim clínico.

"O Neto passa por mim todos os dias sem proteção no joelho para ver se o meto a jogar, mas não vai acontecer, o Jovane é o mais atrasado, o St. Juste já vai ao campo a trabalhar. Se a equipa continuar assim vai ser difícil para eles entrarem, por isso eles querem acelerar tudo", assumiu.

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