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Rui Moreira: "Não tenho responsabilidade sobre as questões de ordem pública, é a PSP que manda em mim"

Rui Moreira: "Não tenho responsabilidade sobre as questões de ordem pública, é a PSP que manda em mim"

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, falou no programa "Dois à Quinta", no Facebook, na quinta-feira à noite, sobre os festejos dos adeptos do F. C. Porto na Avenida dos Aliados, na qual não havia qualquer dispositivo montado para controlar os ânimos, terminando de madrugada com a Polícia de Segurança Pública a dispersar as pessoas à bastonada e ao pontapé.

O tema da conversa conduzida pela jornalista Chynthia Valente e pelo treinador de futebol Francisco Chaló até era o Turismo do Norte, e para além do autarca, contou com a presença de outros convidados, como Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte, Aurora Pedro Pinto, administradora da Livraria Lello, e António Ponte, diretor da Direção Regional de Cultura do Norte.

Os festejos na baixa do Porto foram abordados e Rui Moreira justificou a falta de controlo dos adeptos com o facto de o futebol ser um fenómeno diferente de todos os outros, embora considere que tudo foi feito pela autarquia para "controlar" a situação.

"No São João fizemos uma campanha de sensibilização da população e depois decidimos que não havia necessidade de fechar a cidade. Só fechámos a Ponte Luís I porque a Metro do Porto nos pediu. Depois, exigimos que os restaurantes fechasssem mais cedo. Quarta-feira, essa situação não se colocava, porque o jogo acabava às 23.30 horas e os cafés e restaurantes estavam fechados. Fechava a Avenida dos Aliados? E se não ganhasse? Voltava-se a fechar e depois abria-se?", questionou o presidente da Câmara Municipal Porto.

E vai mais longe atribuindo às forças de segurança o ónus de controlar os adeptos. "Não tenho responsabilidade sobre as questões de ordem pública, é a PSP que manda em mim, que me pediu os meios que coloquei a disposição: Polícia Municipal, ambulâncias e bombeiros por causa de engenhos pirotécnicos. Falámos com o F. C. Porto e o F. C. Porto percebeu que não se podiam fazer as celebrações. Os jogadores nem à varanda do estádio foram. Aquilo que aconteceu no Porto, aconteceu em Liverpool e Nápoles. O futebol é diferente, para o bem e para o mal", frisou Rui Moreira.

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