Basquetebol

Rússia condena Brittney Griner a nove anos de prisão por tráfico de droga

Rússia condena Brittney Griner a nove anos de prisão por tráfico de droga

A basquetebolista norte-americana Brittney Griner, detida desde fevereiro na Rússia por tráfico de droga, foi condenada esta quinta-feira a nove anos de prisão.

"O tribunal considerou a acusada culpada de tráfico e posse de uma quantidade significativa de narcóticos", sentenciou a juíza Anna Sotnikova, no triubunal da cidade de Khimki, nos arredores de Moscovo, condenando Griner, de 31 anos, a nove anos de prisão e ao pagamento de uma multa de um milhão de rublos (cerca de 16 500 euros).

Griner, que representa alternadamente a equipa norte-americana Phoenix Mercury e a russa Ecaterimburgo, conforme o calendário dos campeonatos, foi detida a 17 de fevereiro, num aeroporto em Moscovo, após terem sido detetados óleos canabinoides, vaporizadores e outros produtos na sua bagagem, segundo as autoridades locais.

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A prisão de Griner ocorreu numa altura em que se agravaram as relações entre Washington e Moscovo por causa da nova invasão da Ucrânia por parte da Rússia, a 24 de fevereiro.

Em tribunal, a atleta admitiu ter "cometido um erro" e deixou um pedido: "Não acabem com a minha vida". "Cometi um erro de forma inocente, sem qualquer má intenção. Espero que esta sentença não acabe com a minha vida", afirmou a basquetebolista, contudo, a justiça russa teve outra interpretação do caso e condenou Griner.

A defesa da atleta norte-americana, duas vezes campeã olímpica (Rio2016 e Tóquio2020) e uma das principais figuras da WNBA, tinha pedido a absolvição.

Griner afirmou perante o tribunal que não sabe como os frascos com óleo de canábis surgiram na própria bagagem acrescentando, no entanto, que tem uma receita médica que lhe permite o uso de canábis para efeitos de saúde por causa de dores provocadas pelo exercício físico como atleta.

Durante o julgamento, a jogadora de basquetebol, de 31 anos, considerou-se culpada mas disse que não tinha qualquer intenção criminosa em fazer entrar o óleo de canábis na Rússia durante a temporada em que devia jogar na liga de basquetebol da Rússia.

Já esta quinta-feira, o procurador Nikolai Vlasenko, tinha pedido que a jogadora fosse condenada a nove anos e meio de prisão e ao pagamento de uma multa de um milhão de rublos (cerca de 16 mil euros).

O julgamento de Brittney foi acelerado nos últimos dias, num momento em que Estados Unidos e Rússia discutem uma potencial troca de prisioneiros que pode envolver a basquetebolista.

Aliás, a Administração norte-americana tem sido alvo de fortes pressões nos Estados Unidos para conseguir a libertação de Griner, assim como de outros cidadãos dos Estados Unidos que estão "erradamente detidos" na Rússia.

Biden considera condenação "inaceitável"

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já reagiu à notícia da condenação da basquetebolista, considerando a pena de nove anos de prisão "inaceitável".

"A Rússia está a deter ilegalmente a Brittney. É inaceitável e insto a Rússia a que a liberte imediatamente para que possa estar com a sua mulher, entes queridos, amigos e colegas de equipa", pode ler-se na declaração de Biden.

O presidente norte-americano reiterou que vai "trabalhar incansavelmente e procurar todos os caminho possíveis" para repatriar Griner Paul Whelan, outro cidadão americano detidos na Rússia. Segundos fontes ligadas ao processo, estão a decorrer negociações para trocar os dois prisioneiros por russos que estejam detidos nos Estados Unidos da América, incluindo o traficante de armas Viktor Bout.

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