Futebol

Sá Pinto sobre o castigo: "É uma grande injustiça"

Sá Pinto sobre o castigo: "É uma grande injustiça"

O treinador que está suspenso por 15 dias revelou o desejo de orientar o Moreirense no jogo diante o Desportivo de Chaves, no sábado, da primeira mão do "play-off" de manutenção na Liga.

"Estou a trabalhar na minha defesa, perante uma acusação em que dizem que eu disse palavras que não disse e tive gestos que não fiz. Mais do que ninguém, há imagens que comprovam isso. É uma grande injustiça. Toda a gente sabe que sou emocional. É uma característica da minha personalidade. Nunca a escondi, nem vou esconder. É impossível mudar, principalmente aos 50 anos", comentou esta sexta-feira o técnico, em conferência de imprensa.

Ricardo Sá Pinto foi castigado na quinta-feira por 15 dias, devido a incidências no final da vitória caseira frente ao 'vizinho' Vizela (4-1), no sábado, em encontro da 34.ª e última jornada do escalão principal, sendo ainda condenado a pagar uma multa de 2805 euros.

O triunfo do Moreirense, aliado ao empate do Tondela com o Boavista (2-2), permitiu aos minhotos subirem ao 16.º e antepenúltimo lugar, de acesso ao "play-off" de permanência, com 29 pontos, justamente por troca com os beirões, que 'caíram' diretamente na Liga 2.

De acordo com o mapa de castigos divulgado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, Ricardo Sá Pinto foi sancionado devido a "lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa", visível logo após o apito final do árbitro Nuno Almeida.

O relatório pormenoriza que o treinador do Moreirense "percorreu parte do relvado em direção à bancada topo norte, onde se encontravam ainda parte dos adeptos do Vizela", que viram "como provocatórios dois tipos de gestos" e palavras proferidas pelo técnico.

"Acima de tudo, sempre fui educado. Se um dia não o for, também cá estou para assumir isso", concluiu Ricardo Sá Pinto, que deve recorrer do castigo em tempo útil para poder orientar os 'cónegos' a partir do banco de suplentes ante o terceiro colocado da Liga 2.

PUB

Sá Pinto acautelou ainda as contrariedades que o Moreirense vai encontrar "numa final" diante do Desportivo de Chaves. "Para mim, o Chaves tem um plantel de primeira Liga e estamos alertados para isso. Não vamos jogar contra uma equipa de outra divisão, mas sim do nosso nível, que tem qualidade e é difícil. Sinceramente, atribuo 50% a cada equipa. Não vejo o Moreirense a partir à frente, nem o Chaves a partir atrás. Vejo duas boas equipas, que se defrontarão com a mesma meta. É uma final que queremos vencer", frisou o técnico, em conferência de imprensa.

Depois de terem passado as 12 rondas anteriores fora da zona de 'salvação' automática, os 'cónegos', já sem possibilidades de manutenção direta, abandonaram os lugares de despromoção na 34.ª e última jornada, ao golearem o Vizela.

"São dois jogos cujo resultado dará uma decisão sobre quem vai ficar na Liga. Fizemos um trajeto bastante duro até aqui. Estivemos várias vezes fora desta oportunidade, mas nunca desistimos e acreditámos sempre. É com grande mérito que criámos, no mínimo, esta oportunidade. Acho que merecíamos mais, mas, por variadíssimas razões, não foi possível. Esta é a nossa realidade e vamos agora encarar uma equipa de Liga", notou.

Detetando "muitas opções de qualidade" no "melhor e mais equilibrado plantel da Liga 2", Ricardo Sá Pinto justificou essas cautelas com as eliminações dos 'cónegos' da Taça da Liga e da Taça de Portugal à custa dos 'secundários' Penafiel e Mafra, respetivamente.

"Estes alertas chegam para percebermos que a diferença entre a nossa equipa e as que estão numa divisão inferior não é aquela que pensamos. Apenas nos separam divisões, mas não a qualidade dos atletas. Levo uma carreira de grande experiência no futebol e a minha forma de estar sempre foi muito desconfiada, de alerta e de grande humildade e respeito perante o adversário. Vamos ter de estar dessa forma. Não há outra", apelou.

O treinador espera que o Moreirense "seja tão eficaz" como no jogo com o Vizela, cuja exibição gerou uma "confiança equilibrada e realista, mas não desmedida" para defrontar o terceiro colocado da Liga 2, que viu Rio Ave e Casa Pia subirem diretamente à Liga.

"Vamos à procura do melhor cenário. O pior é perder e não marcar golos. Não me parece que haja já uma decisão. Será um primeiro jogo disputado e equilibrado, em que o lado emocional é muito importante. A equipa que surgir mais serena, confiante e concentrada vai ter mais hipótese de ganhar. Nestes jogos, os detalhes fazem a diferença", finalizou.

Moreirense e Desportivo de Chaves começam a definir o 18.º e último representante da edição 2022/23 da Liga no sábado, às 20 horas, no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves, estando a segunda mão agendada para 29 de maio, às 19.30 horas, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG