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Sarina Wiegman: a revolucionária que fingia ser rapaz para poder jogar

Sarina Wiegman: a revolucionária que fingia ser rapaz para poder jogar

Sarina Wiegman esteve sempre na linha da frente na luta das mulheres no futebol e ainda faz história como treinadora.

O contexto nunca foi tão favorável para que raparigas e mulheres tenham uma posição e uma situação minimamente normalizada no futebol. A luta foi longa, demasiado longa. Na Holanda, por exemplo, jogar à bola só deixou de ser exclusividade masculina há mais ou menos três décadas, mas nessa altura já Sarina Wiegman acumulava longos períodos de revolta contra a discriminação. Hoje, é uma das treinadoras mais conceituadas da modalidade e, depois de ter levado os Países Baixos ao título europeu em 2017, prepara-se para fazer o mesmo com a Inglaterra. Nada mau para quem há 45 anos cortava o cabelo bem curto para se misturar com os rapazes nas ruas de Hague, a correr atrás da bola......"Quando se apercebiam, na maioria das vezes as pessoas levantavam problemas", recorda ao "The Coaches Voice".

Se hoje o futebol feminino é respeitado e valorizado como nunca, Sarina Wiegman tem muito a ver com isso. Pelo caminho que a levou até ao topo, lutou pelo profissionalismo das mulheres, contrariou o "status quo" de que "o futebol é para homens", reiterou pedidos de infraestruturas, pelo menos, decentes para a desigualdade de género não ser tão evidente. Tudo isto ao mesmo tempo em que se consolidava como a principal figura da história do futebol feminino neerlandês: foi campeã como jogadora e como treinadora conduziu o país a um inédito título de campeão da Europa. Aos 16 anos, foi convocada pela primeira vez para a seleção A; anos depois, rumou aos Estados Unidos e foi aí que se deu conta de que a realidade das mulheres no futebol devia ser muito melhor.

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