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Secretário de Estado aconselha Federação de Remo a levar acusações à Justiça

Secretário de Estado aconselha Federação de Remo a levar acusações à Justiça

O secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, aconselhou o presidente da Federação Portuguesa de Remo a concretizar junto da justiça as críticas de "roubo" que fez sobre a gestão dos dois anteriores ciclos olímpicos.

Em declarações à agência Lusa, o atual presidente da Federação Portuguesa de Remo (FPR), Luís Ahrens Teixeira, disse que a sua modalidade "foi o BPN do desporto português" e considerou que o Estado foi "conivente" com a situação.

"O remo foi o BPN do desporto português. Havia certificações legais de contas que não passavam em assembleia geral de qualquer empresa. No remo passaram. Os clubes aceitaram e o Estado deixou aquilo passar. Por isso digo que o Estado foi conivente com o que se passou no remo em Portugal", denunciou o dirigente.

Esta sexta-feira em Coimbra, à margem das comemorações do Dia Paralímpico, o secretário de Estado do Desporto e Juventude reconheceu que o atual presidente da FPR "herdou uma situação muito difícil e complicada, que resultou da gestão anterior".

"Já não consigo acompanhá-lo é na generalização, porque não existem dados nenhuns que comprovem a generalização que ele fez. Há problemas graves na federação de remo, mas os problemas que diz de roubo, de qualquer coisa ilícita, ultrapassam-me e aí já não estamos a falar de um problema do foro desportivo mas de justiça", sublinhou Emídio Guerreiro.

O governante fez votos para que Luís Ahrens Teixeira apresente os dados que tem e, se há problemas do foro judicial, "que os concretize rapidamente junto da justiça e me dê conhecimento, agora a generalização é injusta".

"O que eu sei foi que tivemos de trabalhar em conjunto para que a FPR não perdesse o estatuto de utilidade pública desportiva", sublinhou.

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Emídio Guerreiro salientou ainda que o Governo tem vindo, ano após ano, a reforçar os mecanismos de controlo de atribuição dos dinheiros públicos, lembrando que as contas daquele organismo tiveram de passar pela assembleia geral da federação, técnico oficial de contas e revisor oficial de contas.

As críticas do presidente da FPR referem-se à gestão dos dois ciclos olímpicos de Rascão Marques, que culminaram com a insolvência da federação.

O antigo presidente resignou após os Jogos Olímpicos Londres2012 e Joaquim Sousa liderou a comissão administrativa que lidou com a questão judicial (pagamento de metade da dívida total em 10 anos). Em abril, Luís Ahrens Teixeira foi eleito presidente.

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