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Segurança reforçada no duelo escaldante entre Rússia e Ucrânia

Segurança reforçada no duelo escaldante entre Rússia e Ucrânia

Países que vivem em ambiente de hostilidade permanente defrontam-se nesta sexta-feira em Amesterdão, à procura de uma vaga na final. Seleções partilham o mesmo hotel e as relações entre as comitivas são consideradas normais

Rússia e Ucrânia, em clima de alta tensão internacional, com contingentes militares próximos da fronteira entre os dois países, defrontam-se, nesta sexta-feira (16 horas), em Amesterdão, Países Baixos, na primeira das meias finais do Campeonato da Europa de futsal.

Tendo em conta o conflito entre os dois países, este encontro ganha enorme relevância, com a curiosidade de as duas seleções estarem hospedadas no mesmo hotel, nos arredores de Amesterdão, onde também está a seleção portuguesa, que, de igual modo, nesta sexta-feira (19 horas), mede forças com a Espanha, na luta pela outra vaga na final da competição.

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A UEFA acredita que não se trata mais do que um jogo de futsal, mas, ao jornal inglês "The Guardian", a entidade europeia que tutela esta variante do futebol admitiu haver um plano especial de segurança em prática em Amesterdão.

O organismo que controla a modalidade no Velho Continente, tal como faz nas competições de futebol, tinha definido que as duas seleções não se iriam defrontar na fase de grupos, mas nesta altura da competição isso é inevitável. Desde a anexação da Crimeia pela Rússia (2014), a UEFA tem procurado não colocar em confronto seleções e equipas destes países, só que por vezes torna-se impossível concretizar tal.

Segundo o JN apurou, as relações entre as comitivas russa e ucraniana são normais, mas não há contactos por causa da covid-19, em que cada seleção tem de estar em bolha e obedecer a regras rígidas, do ponto de vista sanitário.

Curiosamente há dois jogadores da seleção da Rússia que jogam no Benfica (Robinho e Ivan Chishkala) e há um jogador da Ucrânia que alinha numa equipa russa (Volodymyr Razuvanov, no Dínamo de Samara).

Nas declarações de antevisão à partida, as duas partes procuraram amenizar a carga mediática do duelo. "Estamos numa meia-final e isso é a única coisa importante", disse Petro Shoturma, capitão ucraniano. Do lado russo, Ivan Chishkala, jogador do Benfica, admitiu não ter amigos entre os internacionais ucranianos, mas vincou: "Não temos qualquer animosidade com eles".

Gondomar já assistiu a este duelo

O jogo desta sexta-feira em Amesterdão não é inédito, entre os dois países. Em 1998, as seleções de futebol da Ucrânia e da Rússia defrontaram-se na qualificação para o Euro 2000. Os ucranianos venceram em casa por 3-2 e empataram fora, a um golo. Os russos acabaram por ficar pelo caminho e os ucranianos seguiram para o play-off, onde foram afastados, mas, nos jogos entre ambos, não houve registo de incidentes.

Mais recentemente, em 2019, no Multiusos de Gondomar, Rússia e Ucrânia defrontaram-se, no jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares, do Europeu de futsal feminino. Após o 2-2 no tempo regulamentar, as russas venceram por 3-2, no desempate por penáltis, alcançando assim um lugar no pódio, num jogo também sem registo de problemas.

Ainda assim, a escalada do conflito, nos últimos tempos, entre os dois países, empresta ao jogo de Amesterdão uma componente que vai muito além da discussão de uma vaga, na final do Euro 2022 de futsal.

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