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Nacional - F. C. Porto

Sem arte nem pernas, dragão safou-se de boa

Sem arte nem pernas, dragão safou-se de boa

F. C. Porto vence Nacional, graças a um golo de Taremi. Insulares falharam penálti no início e deram muito trabalho à desinspirada equipa portista

Se há jogo em que o "cliché" do resultado melhor que a exibição se aplica na plenitude, foi este. Isto na perspetiva portista, claro. Os dragões arrastaram-se na Choupana, mas voltaram a casa com a vitória indispensável para continuarem a seis pontos do líder Sporting e, agora, com outros tantos de avanço sobre o Benfica. O Nacional deixou uma imagem bem diferente da que tinha dado nas duas partidas anteriores sob o comando de Manuel Machado (sofrera dez golos, cinco do Portimonense e outros cinco do Santa Clara), mas não escapou à nona derrota seguida no campeonato, que o mantém no último lugar.

Seja pelo cansaço provocado pelos sucessivos jogos e viagens, seja porque a equipa desceu mesmo à terra depois de ter sido eliminada da Champions, seja pelo que for, o F. C. Porto jogou mal. Em determinados períodos do encontro, muito mal mesmo. E só não entrou praticamente a perder porque Marchesín resolveu brilhar ao travar um penálti de Éber Bessa, logo aos seis minutos, o primeiro que o internacional argentino defendeu desde que está no Dragão.

Sem Otávio, Sérgio Conceição manteve os três médios que tinha utilizado na 2.ª mão com o Chelsea, com Grujic a segurar o lugar, mas a equipa portista nunca conseguiu carburar. Rápido e agressivo na recuperação defensiva, o Nacional equilibrou o jogo e o F. C. Porto nunca esteve confortável na partida. Valeu-lhe um golo nascido de uma pressão de Taremi a forçar o erro do guarda-redes António Filipe, a deixar a bola na posse de Jesús Corona para este assistir o avançado iraniano, que, depois de um período de jejum, marcou pelo terceiro jogo consecutivo.

Em cima do intervalo, após um par de tentativas sem êxito dos insulares, Taremi teve uma oportunidade dourada para dilatar a vantagem azul e branca, só que aí a pontaria já não foi igual.

A segunda parte manteve Conceição em sobressalto, tal a quantidade de bolas perdidas e jogadas desperdiçadas pela equipa portista. Com o resultado em aberto, o Nacional acreditou no empate, mas valha a verdade que já não foi capaz de criar o perigo do início. Nos minutos finais, o F. C. Porto podia ter marcado, mas percebeu-se que o que queria mesmo era não sofrer. E isso conseguiu.

Sinal Mais

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Taremi fez o que lhe competia no lance do golo. Marchesín defendeu o penálti com mestria. Os atacantes do Nacional fartaram-se de correr e não deram descanso à defesa portista. Baró entrou desenvolto.

Sinal Menos

Zaidu cometeu um penálti displicente e está sem confiança. Praticamente só errou durante o jogo. Manafá não fez muito melhor. Díaz esteve apagado. António Filipe teve uma falha fatal para os insulares.

Árbitro

Mal auxiliado, sobretudo em ataques portistas que foram travados por offsides inexistentes. João Pinheiro assinalou bem o penálti e aguentou o jogo sem grandes casos.

Veja o resumo do jogo:

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