Futebol

Sobrado deu um lar a refugiados ucranianos

Sobrado deu um lar a refugiados ucranianos

Jovens de 18 anos chegaram a Portugal após passagem por Espanha, mas têm o país de origem no centro das preocupações. Vingar no futebol é o sonho de ambos

Numa altura em que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia tem levado muitos ucranianos a fugir do país, o Sobrado, da A. F. Porto, juntamente com a You Sports Academy, com quem tem uma parceria, recebeu Maksym Shchurov e Ihor Gaurilitsia, dois jovens ucranianos que vieram para Portugal à procura de paz e atrás do sonho de serem futebolistas profissionais.

Quando o conflito rebentou, foram transportados para a cidade de Mukachevo, perto da fronteira com a Hungria, onde estiveram durante dez dias, até arranjarem transporte para sair do país. "Foram tempos angustiantes, pois não sabíamos como estavam os nossos pais", conta o extremo Gaurilitsia, que se apercebeu do perigo da guerra ao acordar com o som dos bombardeamentos em Dnipro. Já de autocarro, cumpriram uma viagem de dois dias, na qual mal conseguiram dormir, até Huesca (Espanha), tendo permanecido na academia do clube local, embora não tenha sido a situação ideal para os atletas de 18 anos.

"Não nos tratavam como jogadores, mas sim como refugiados. O futebol é a nossa paixão e a única forma de nos abstrairmos do que se passa na Ucrânia. Queremos seguir o nosso sonho", diz Maksym, que tem como ídolo Cristiano Ronaldo, apesar de ser defesa central.

Para Tiago Silva, administrador da Youth Sports Academy, a qualidade futebolística "não foi critério na hora de acolher os atletas", que serão integrados nos escalões de formação do Sobrado. "Se todos ajudarmos, podemos mudar a vida a muita gente", vincou.

Fuga da Ucrânia permitiu reunião entre familiares desconhecidos

Quando o pai de Maksym Shchurov pediu ajuda à sobrinha, Yulia Zlygosteva, para encontrar melhores condições de vida para o filho, que na altura estava em Espanha, ela não hesitou. "Embora não conhecesse o meu primo, pessoalmente, é da família e por isso meti logo mãos à obra", diz, num português quase perfeito de quem vive em terra lusas há 16 anos. Yulia começou a procurar sítios para receber os jovens e encontrou a informação de que o Sobrado poderia ser a solução. "Estou muito feliz por os ter ajudado, mas ando sempre preocupada com o resto da família", conta, visivelmente emocionada.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG