F. C. Porto

Sombrero para a chuva e o matador do costume

Sombrero para a chuva e o matador do costume

Corona indica o caminho das meias-finais com chapéu madrugador e Taremi cumpre a tradição de marcar na prova-rainha. Dragão encontrou galo duro de roer.

Apito final e a chuva acalma no Cidade de Barcelos, onde se assistiu a um belíssimo jogo de futebol, rasgadinho, com o F. C. Porto a carimbar a presença nas meias-finais com uma vitória sobre um Gil Vicente bem trabalhado e que deixou tudo em aberto até ao minuto 88. Nesse instante, Taremi, homem-golo na prova rainha, fechou as contas e poupou Conceição a qualquer susto de um tempo extra, quando só há 72 horas para preparar o próximo jogo com o Rio Ave.

O F. C. Porto contou com o regresso de Díaz, após a quarentena, e fez um jogo bom, sólido, mas tal como em Faro pecou na definição, caso contrário podia ter resolvido o encontro mais cedo. O Gil Vicente acreditou mais na segunda parte e, no melhor momento, teve uma bola no poste (com estrondo) após remate de Lucas Mineiro.

O início foi frenético, com as equipas a procurarem o golo, tendo o F. C. Porto tirado partido da pressão alta para forçar o erro de João Afonso, que permitiu que Díaz se isolasse e entregasse a bola a Corona, que fez o resto. "Tecatito", com toda a calma do mundo, picou a bola por cima de Beaunardeau. Um "sombrero" para todos se abrigarem da chuva copiosa que caiu em Barcelos.

Neste período, o Gil Vicente teve sempre uma atitude positiva, mas acabou por não criar nenhuma ocasião flagrante. Na melhor, Claude, o mais esclarecido nos galos, obrigou Diogo Costa a sujar as luvas, mas estava em fora de jogo.

O F. C. Porto chegava rapidamente à área gilista, mas adornou demasiado no último toque, o que impediu que atingisse o intervalo com uma vantagem mais confortável. Na segunda metade, o F. C. Porto continuou a atacar, mas houve mais Gil Vicente, fruto das alterações introduzidas por Ricardo Soares. Ainda assim, Díaz teve três situações para definir bem melhor e estancar a reação adversária. Fujimoto agitou as águas e os galos, que ganharam em cantos (8-2), obrigaram sempre a que Pepe e companhia estivessem em permanente atenção. Perto do fim, Sérgio Oliveira assistiu Taremi e o iraniano, que já tinha marcado ao Fabril, Tondela e Nacional na prova, acabou com a história.

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POSITIVO: Golo de Corona é classe pura. O mexicano, mesmo num terreno difícil, joga com "souplesse". A Díaz só faltou definir melhor, pois foi um quebra-cabeças. Taremi picou o ponto. Claude cerebral nos galos.

NEGATIVO: João Afonso fica ligado ao primeiro golo, ao perder a bola em zona proibida. Samuel Lino deu-se à marcação e Baraye passou despercebido. Zaidu esteve melhor a defender do que a atacar.

ARBITRO: Não teve lances polémicos para resolver e o terreno até era propício a isso. Ainda assim, assinalou 36 faltas e deixou escapar mais algumas. No global, trabalho positivo.

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