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Streams ilegais: As novas fintas dos piratas da bola

Streams ilegais: As novas fintas dos piratas da bola

3 de dezembro de 2016. Em Camp Nou, quase 100 mil pessoas vibram com o Barcelona-Real Madrid. Fora do estádio, uma multidão faz o mesmo - a BeIn Sports, responsável pela retransmissão do jogo em Espanha, estima a audiência em 2,2 milhões de espectadores. Mas o número de adeptos que assistiu à partida foi superior e uma grande parte fê-lo de forma ilegal.

Basta ver que só a página do Facebook "Capitanes del Fútbol", que transmitiu o jogo, teve 4,6 milhões de visualizações. Eis uma das faces visíveis de uma das mais recentes "modas": as transmissões de jogos em direto, através de "subpáginas" do Facebook (ver caixa).

Mas o fenómeno da pirataria há muito chegou ao futebol - e, de resto, ao desporto em geral. Seja através de sites, de aplicações ou de boxes piratas, faz tempo que as transmissões ilegais de jogos se transformaram numa fonte de lucro.

Como assume um especialista que ajuda a Premier League a combater a pirataria, "longe vão os dias em que era um miúdo no quarto a retransmitir alguma coisa através de um difusor de sinal HDMI". "Fala-se que só o First Row [um dos principais sites agregadores de streamings de jogos de futebol], tem uma receita anual aproximada de 10 milhões de euros em publicidade", explicou Tim Cooper, ao "The Guardian".

Para quem se dedica à pirataria, os lucros que advêm dos insistentes pop-ups publicitários representam um dos grandes atrativos. E ainda há as verbas pagas pelas casas de apostas, que pretendem disponibilizar os streamings aos utilizadores, ou mesmo os crowdfundings (contribuem para a sustentabilidade de sites piratas a troco de conteúdos gratuitos).

Como se combate isso? Ora, o facto de os servidores estarem instalados em países com legislação dúbia nessa matéria complica tudo. Daí que a solução passe pela prevenção criminal. E, nesse aspeto, os muitos sites já bloqueados (ver entrevista) provam que o contra-ataque tem sido feroz. Só que, a cada passo, os piratas da bola renovam as técnicas para driblarem a vigilância, numa guerra sem fim à vista. Os 4,6 milhões de visualizações do clássico espanhol, via Facebook, são só a ponta do icebergue.

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As transmissões de jogos em páginas do Facebook são a última novidade nas ilegalidades, mas a pirataria há muito ensombra o desporto-rei.

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