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Super especial do Rali de Portugal no Porto não vai ter público

Super especial do Rali de Portugal no Porto não vai ter público

A super especial do Rali de Portugal no Porto, junto ao Forte de São João Batista, na Foz, vai ter o acesso vedado ao público, estando a transmissão assegurada pela RTP:

Segundo a Câmara do Porto, para quarta etapa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), que se disputa entre 20 e 23 de maio, a DGS autorizou que as bancadas tivessem 30% de lotação, o que inviabiliza a rentabilidade da estrutura.

"Em face desta circunstância, e depois de analisados todos os custos associados, concluiu-se que a operação era excessivamente onerosa para o município, possibilitando um número muito reduzido de público, além de que a adjudicação dos vários serviços seria praticamente impossível de concretizar em face dos prazos disponíveis", lê-se no site da Ágora, empresa municipal. As zonas de peões já estavam interditas.

No documento, que autoriza a realização da etapa portuguesa do Mundial de ralis, entre 21 e 23 de maio, em vários concelhos do centro e norte do país, as autoridades de saúde defendem a aplicação do "princípio da precaução", para o "melhor interesse da saúde pública".

"A organização deve sensibilizar a população para o risco que a presença de público configura no contexto atual. Assim, deve ser assegurada a articulação com as forças de segurança territorialmente competentes para que seja realizado o necessário controlo de aproximação de público às zonas limítrofes da competição desportiva. A organização deve encetar todos os esforços para evitar e dissuadir a presença de público, de forma não controlada", lê-se ainda no parecer.

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Este documento alude ao plano de atividade de contingência, apresentado pela organização do Rali de Portugal, que contempla "medidas mitigadoras do risco, considerando zonas específicas para acesso ao público, controladas por membros da organização e forças de segurança".

Nesse sentido, a DGS defende que "a ocupação dos locais do evento, no que concerne à alocação de pessoas, deve garantir o cumprimento do distanciamento físico de cerca de dois metros entre pessoas em todos os momentos", associada a outras medidas de contenção do novo coronavírus, como o "uso correto e permanente de máscara".

"A imprevisibilidade da evolução epidemiológica da covid-19 implica uma avaliação de risco contínua e, de acordo com o nível de risco apurado, a reavaliação das medidas implementadas, bem como o seu cumprimento", reconheceu a DGS, salientando que a modalidade automobilística de ralis está classificada de baixo risco de transmissão do novo coronavírus.

O parecer advertiu ainda que "qualquer evento, incluindo competições desportivas, em modelo presencial constitui, no contexto da situação epidemiológica atual, um risco acrescido para a saúde pública", admitindo que, "independentemente do cumprimento integral de todas as medidas de saúde pública preconizadas, o risco de transmissão de infeção por SARS-CoV-2 durante a competição desportiva é real e não pode ser anulado".

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