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Suplente "de luxo" decide dérbi e dilata liderança do Benfica

Suplente "de luxo" decide dérbi e dilata liderança do Benfica

Rafa foi, esta sexta-feira, suplente de luxo do Benfica, ao decidir o dérbi diante do rival Sporting, na 17.ª jornada da Liga, que deixou as águias com sete pontos de vantagem na liderança.

Em campo desde os 74 minutos, quando entrou para o lugar de Chiquinho, Rafa, qual 'arma secreta', apontou os tentos da vitória 'encarnada' aos 80 e 90+9 minutos e provocou a continuação da série negativa do Sporting em encontros com o 'eterno' rival, aumentando para oito os jogos consecutivos sem conseguir triunfar no seu reduto (quatro empates e quatro derrotas).

O Benfica aproveitou o deslize do FC Porto (derrota por 2-1 com o Sporting de Braga), para aumentar para sete a diferença pontual para o principal perseguidor, com 48 pontos. O Sporting, a 19 pontos do líder, quando apenas se disputou metade do campeonato, mantém o quarto posto, com 29 pontos, a um do Famalicão, que se pode distanciar no domingo.

Enquanto Bruno Lage mudou três jogadores em relação à vitória, por 3-2, com o Rio Ave, para a Taça de Portugal (Vlachodimos, André Almeida e Gabriel nos lugares de Zlobin, Tomás Tavares e Taarabt, respetivamente), Silas mexeu quatro unidades (Ilori pelo castigado Coates, Acuña no lugar de Borja, Doumbia por Battaglia e Rafael Camacho pelo lesionado Vietto), desde os 3-1 no reduto do Vitória de Setúbal.

Os 'encarnados' entraram melhor na partida, apostando com frequência na pressão logo na construção dos 'leões', sobretudo sobre Doumbia e Wendel. Com muita posse de bola nos minutos iniciais e a reagir rápido à perda da bola, o Benfica ia aproveitando algum espaço concedido pelo Sporting para se instalar no último terço do terreno.

Aos 12, Pizzi, já dentro da grande área e após fletir para o meio, permitiu uma grande defesa a Luís Maximiano, já depois de um remate de Vinícius, aos três, por cima. Na resposta, o Sporting deu os primeiros 'ares da sua graça' por Rafael Camacho, que aproveitou um erro crasso de Ferro para, apenas com Vlachodimos pela frente, atirar com 'estrondo' ao poste.

O Sporting foi crescendo e conseguiu equilibrar o jogo, que caiu num ritmo mais pausado. Contudo, aos 31, um livre na direita cobrado por Grimaldo encontrou André Almeida ao segundo poste, com o capitão das 'águias' a atirar para as malhas laterais, dando a sensação de golo aos cerca de 2.500 adeptos benfiquistas presentes em Alvalade.

Até ao intervalo, o número de faltas e a insatisfação dos adeptos sportinguistas pelas decisões do árbitro Hugo Miguel aumentou, mas estiveram quase a festejar, em nova tentativa de Rafael Camacho, aos 33, desta feita de cabeça, obrigando Vlachodimos a uma defesa muito apertada.

No minuto seguinte, Luiz Phellype ainda introduziu a bola dentro da baliza do grego, mas o golo foi anulado por posição irregular do avançado brasileiro.

Logo a abrir a segunda parte, as claques sportinguistas, que estiveram praticamente em silêncio no primeiro tempo, provocaram uma interrupção de cerca de cinco minutos, com várias tochas arremessadas para o relvado.

Os leões reentraram com mais afinco e critério, galvanizando o público com boas jogadas, tendo criado perigo aos 55 minutos, quando Ilori cabeceou para defesa segura de Vlachodimos, e num remate de Doumbia, aos 63, de fora da área, que obrigou o grego a uma boa intervenção.

Apesar de alguns minutos disputados muito a meio-campo, sem grandes situações de perigo a rondar as duas balizas, o momento-chave da partida acabou por surgir neste período, com a entrada de Rafa para o lugar de Chiquinho, aos 74.

Bastaram seis minutos em campo para a alteração se refletir no resultado, após uma jogada atabalhoada em que Vinícius não conseguiu armar o remate. A bola sobrou para Rafa, que, com a baliza à sua mercê, atirou rasteiro para abrir o marcador. O recomeço foi suspenso durante cerca de quatro minutos, enquanto o videoárbitro (VAR) analisava o lance.

Silas arriscou, metendo Pedro Mendes no lugar de Doumbia e fazendo avançar Acuña no terreno, com a entrada de Borja, mas as alterações produziram o efeito contrário, pois Rafa acabaria por matar o jogo, já no nono minuto de compensação, com assistência do recém-entrado Seferovic, que descobriu o português completamente solto em zona frontal.

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