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Tenistas sem vacina não vão jogar o Open da Austrália. Djokovic em dúvida

Tenistas sem vacina não vão jogar o Open da Austrália. Djokovic em dúvida

O diretor do Open da Austrália, Craig Tiley, anunciou que os jogadores sem vacina contra a covid-19 não vão competir no torneio, o primeiro "Grand Slam" da temporada, em janeiro de 2022.

O anúncio adensa as dúvidas, no ar desde na final do Open dos EUA, em setembro, sobre a presença do atual número um do "ranking" mundial, Novak Djokovic, que se recusa a revelar se é ou não vacinado.

"A liberdade de escolha é essencial para todos, não interessa se sou eu ou outra pessoa. Seja a vacinação ou outra coisa qualquer na vida, devemos ter liberdade para escolher, para decidir o que fazer", disse Djokovic, em Turim, Itália, durante a participação no torneio de final de época.

As declarações, proferidas esta semana, adensam as dúvidas sobre a presença de Djokovic no Open da Austrália, que se disputa de 17 a 30 de janeiro de 2022, em Melbourne, no estado australiano de Vitoria.

Djokovic, número um do mundo, soma 20 títulos do Grand Slam, a par do espanhol Rafael Nadal e do suíço Roger Federer. Com vitórias em Melbourne, o tenista sérvio ambiciona superar os outros dois grandes rivais, mas primeiro terá de superar as dúvidas que sobre a vacina.

No mês passado, Djokovic disse que estava à espera da decisão do diretor do torneio para decidir se ia à Austrália jogar. "Adoraríamos tê-lo cá", disse Carig Tiley. "Mas Novak sabe que tem de ser vacinado para jogar", acrescentou o principal responsável pela organização do primeiro "major" da temporada de ténis.

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Segundo dados recentes citados pela BBC, 80 dos 100 tenistas melhor classificados no "ranking" ATP estão vacinados. No torneio feminino, a WTA, não há dados disponíveis, mas parece não faltar confusão.

Segundo a direção do WTA, todas as jogadoras podem viajar para Melbourne. Em carta enviada às atletas, o organismo que gere a elite do ténis feminino mundial acrescenta que, independentemente do estado da vacinação, as tenistas têm de mostrar um teste negativo à covid-19 feito até 72 horas da partida para a Austrália.

O primeiro-ministro do estado de Vitoria, Daniel Andrews, deixou claro, há semanas, que não acreditava que atletas sem vacina pudessem ser autorizados a entrar na Austrália, país que tem aplicado algumas das medidas mais restritivas contra a covid-19 desde o início da pandemia.

Em 2021, os jogadores e respetivas equipas de apoio, viajaram para a Austrália 15 dias antes do torneio e foram obrigados a fazer uma quarentena de 14 dias. Alguns nem sequer foram autorizados a sair do hotel depois de serem revelados casos de covid-19 nos voos em que haviam viajado.

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