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Treinadores lusos enaltecem papel de José Mourinho

Treinadores lusos enaltecem papel de José Mourinho

Paulo Fonseca, Rui Vitória, Manuel Cajuda e Domingos Paciência realçaram, esta quinta-feira, o papel de José Mourinho na valorização dos treinadores portugueses, felicitando o técnico da Roma pela conquista da Liga Conferência Europa.

"É um orgulho para todos os treinadores portugueses ter José Mourinho como referência. Não haja dúvida que é um treinador que fica para a história. Conquistou cinco competições europeias e, se já abriu muitas portas, vai abrir ainda mais aos treinadores portugueses noutros países. Fiquei muito satisfeito pela forma como festejou, com a mão bem aberta, sinal dos cinco títulos, porque é sinal que ele continua a ganhar", afirmou Domingos Paciência.

O antigo treinador de União de Leiria, Académica, Braga, Sporting, Vitória de Setúbal e Belenenses, de 53 anos, diz ter sentido Mourinho como "embaixador", nas suas passagens por Deportivo, Kayserispor e APOEL.

A Roma, treinada por Mourinho, conquistou nesta quarta-feira a primeira edição da Liga Conferência Europa, ao bater na final o Feyenoord por 1-0, em Tirana, com um golo de Nicolò Zaniolo, aos 32 minutos.

Mourinho somou o quinto troféu europeu, após duas edições da Liga dos Campeões (2003/04, pelo F. C. Porto, e 2009/10, pelo Inter Milão), uma da Taça UEFA (2002/03, também pelos dragões) e uma da Liga Europa (2016/17, pelo Manchester United).

O regresso dos romanos aos títulos, depois da vitória na Taça de Itália de 2007/08, com a conquista do segundo título europeu após a Taça das Cidades com Feiras de 1960/61, teve um significado especial para Paulo Fonseca, que antecedeu a Mourinho nos italianos.

"Muito [feliz], obviamente fiquei com uma ligação muito forte à Roma, aos adeptos e às pessoas que lá trabalham. A vitória de ontem [quarta-feira] foi um motivo de grande satisfação, pela vitória e pelo título que escapava há muito tempo. Vai motivar ainda mais os adeptos e esse grande clube que é a Roma", reconheceu técnico.

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Paulo Fonseca, de 49 anos, que também já passou por Desportivo das Aves, Paços de Ferreira, F. C. Porto, Braga e Shakhtar Donetsk, agradeceu o contributo de Mourinho para os treinadores nacionais.

"O José Mourinho tem sido o maior representante da nossa classe além-fronteiras e, como vencedor, é uma ajuda enorme para a nossa classe", rematou Paulo Fonseca, à margem da conferência 2Build, em Cascais.

Também Rui Vitória, que deixou em dezembro o Spartak Moscovo, após comandar Al Nassr, Benfica, Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira e Fátima, responsabilizou o atual treinador da Roma pela montra criada para os técnicos lusos.

"É um triunfo muito importante. O José Mourinho é, desde sempre, um grande impulsionador das carreiras dos treinadores portugueses em termos internacionais. De facto, cinco finais vencidas, é digno de realce. Fico contente por ele, pelo Tiago [Pinto, diretor desportivo], com quem trabalhei, e pelos jogadores portugueses que lá estão. Ontem [na quarta-feira], obviamente, torci pela Roma e fiquei muito contente", sublinhou Rui Vitória.

Aos 70 anos, o veterano Manuel Cajuda assegurou já ter previsto o sucesso de Mourinho no jogo de quarta-feira. "Eu vi com antecedência, não é que veja antes de os outros, mas já tinha publicado dois dias antes os meus desejos para a vitória do José Mourinho. Por uma razão simples, ele sempre me tratou por tio Manuel e eu tratei-o por sobrinho", recordou o algarvio.

Apelando que os sucessos façam desaparecer os aspetos negativos do futebol, Cajuda destacou o feito: "Este é um fator extremamente importante, primeiro treinador a ganhar as três diferentes competições, quinta final ganha e o treinador mais titulado do futebol português. Se houver, minimamente, um treinador ou um português que não sinta orgulho na vitória do José Mourinho não merece partilhar a família do futebol".

Depois de ter tido como última experiência no banco o Leixões, em 2019/20, depois de duas temporadas incompletas no Académico de Viseu, Cajuda afastou o fim da carreira, mas distanciou-se ainda mais do futebol português.

"Eu devo tudo ao futebol português, sem ele não teria feito o percurso que fiz. Vejo que dificilmente treinarei em Portugal, por entender que há coisas que não se coadunam com a minha maneira de ser e estar. A minha carreira não está acabada, porque ainda faltam uma ou duas pinceladas para acabar o quadro. No entanto, tenho de reconhecer que tenho 70 anos. Desejo tudo do melhor ao futebol português, estou eternamente grato, mas não sinto vontade de voltar a um futebol em que as confusões fora das quatro linhas são enormes e não prestigiam ninguém", concluiu.

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