F. C. Porto - Chelsea

Três erros e dragão com montanha para escalar

Três erros e dragão com montanha para escalar

Equipa de Sérgio Conceição anulou, durante grande parte do jogo, o Chelsea, mas foi traída por momentos menos bons de Zaidu e Corona e uma decisão absolutamente inacreditável do árbitro e do VAR.

As meias-finais estão mais longe e não foi (só) por culpa própria. O F. C. Porto conseguiu bater o pé ao Chelsea, mas acabou vergado a uma derrota por dois golos em casa, emprestada, que obriga a uma noite estratosférica, na próxima terça-feira, para mudar um destino que até podia esperar as dificuldades criadas por um super plantel londrino, mas que não contava, seguramente, com uma mãozinha eslovena e um "apagão" na televisão do VAR polaco.

O juiz Slavko Vincic até se pode queixar de ter sido detido por engano, em 2020, mas não tem desculpa para não ter visto um penálti, ainda com o resultado em 0-1, que podia muito bem ter alterado a história do encontro e de uma eliminatória que está, agora, nas mãos da equipa londrina.

A lição estava estudada. Muito bem, aliás. O F. C. Porto entregou, tranquilamente, a bola ao Chelsea nos minutos iniciais e, depois, alternava momentos de pressão na saída da bola com outros em que o bloco baixava e limitava o futebol inglês a estéreis trocas de bola. Sempre bem posicionados, os dragões corriam, no entanto, um risco tão evidente como difícil de contrariar perante tanta qualidade. Qualquer erro ou precipitação podia deitar (quase) tudo a perder e foi o que aconteceu aos 32 minutos. Em vez de manter o posto, Zaidu tentou a antecipação, falhou a bola e lançou a avenida para o tiro seco e certeiro de Mason Mount. Primeiro remate e golo do Chelsea, numa espécie de cinismo inglês que castigava as oportunidades perdidas, antes, pelos portistas - o pontapé cheio de estilo de Uribe saiu por cima e a Zaidu faltou estilo para aproveitar um mau alívio do guarda-redes Mendy, após uma tentativa de canto direto de Otávio.

O rigor e a ordem da primeira parte transformaram-se num caos quase absoluto na segunda. O perigo rondou as duas balizas, numa espécie de desnorte que também teve protagonistas inesperados. Aos 72 minutos, o árbitro não viu um empurrão evidente - mesmo a muitos metros de distância - de Azpilicueta a Marega e se o olho humano até podia estar tapado pelo defesa, para sermos simpáticos, a inação do VAR é incompreensível.

O sentimento de injustiça no reino azul e branco ganhou outros números aos 84 minutos, quando a receção falhada de Corona - que tinha descido para defesa direito, após a saída de Manafá - permitiu a Chilwell fazer o 0-2 que deixa o dragão com uma montanha para escalar na segunda mão, dentro de uma semana, também em Sevilha.

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Sinal mais

No meio do rigor da primeira parte, Otávio teve momentos deliciosos de futebol de rua. Pepe e Mbemba quase perfeitos e Grujic em alta. James foi o melhor do Chelsea.

Sinal menos

Os falhanços de Zaidu e Corona acontecem a qualquer atleta, mas a verdade é que ambos estiveram desinspirados, tal como o trio de avançados dos londrinos.

Árbitro

Como se não bastasse o penálti que trava o sonho azul, marcou faltas e faltinhas capazes de irritar um santo.

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