F. C. Porto - Atlético de Madrid

Três golpes e uma teia acabam com o sonho portista

Três golpes e uma teia acabam com o sonho portista

Atlético vence no Dragão em jogo muito tenso e afasta F. C. Porto dos oitavos de final da Champions. Portistas caem para a Liga Europa

Foi uma noite de desilusão no Dragão para um F. C. Porto que jogou com alma, mas sem soluções para superar o Atlético de Madrid. Conforme Diego Simeone tinha prometido que ia fazer, os "colchoneros" levaram o jogo para onde queriam, tornando-o uma batalha física que os portistas dificilmente poderiam ganhar. A equipa de Sérgio Conceição esteve muito tempo por cima, chegou a entusiasmar a plateia na primeira parte, tal a intensidade e vontade que mostrou de chegar ao golo, mas os pecados antigos no ataque foram-lhe fatais. O F. C. Porto não teve quem desse a estocada inicial, da qual o adversário, fragilizado pelos últimos resultados, podia não se levantar.

Mesmo sem os três centrais titulares, o Atlético foi o que é sempre com Simeone. Muito bom a defender. Durante largos períodos, os madrilenos correram atrás da bola e dos adversários como se não houvesse amanhã. Sobreviveram a uma primeira parte em que foram inferiores, apesar de terem usufruído da primeira grande ocasião de golo, falhada por Griezmann, e depois marcaram no início da segunda, num canto que tinha ares de inofensivo. Deixado sozinho na área, o avançado francês não tinha como desperdiçar outra vez.

Puxando o filme atrás, o F. C. Porto merecia ter chegado ao intervalo a ganhar. Mas como no futebol não há justiça, resta aos dragões lamentarem a falta do tal "killer instint" que dá vitórias na Champions. Díaz, Taremi e Grujic tiveram a baliza de Oblak à mercê, mas não foram capazes de bater o excelente guarda-redes esloveno.

Em vantagem no marcador a partir dos 56 minutos, o Atlético de Madrid pôde jogar como queria e fazer o que melhor sabe. Os dragões entraram no jogo das quezílias, até começaram por ganhá-lo, quando Carrasco foi expulso por agredir Otávio, mas depressa caíram na teia "colchonera". Quatro minutos após o vermelho ao belga, Wendell também veio para a rua, embora o lateral que Conceição havia lançado pouco antes para o lugar de Zaidu apenas se tenha posto a jeito para ser expulso. Com os bancos em ebulição, deu a nítida sensação de que o árbitro quis repôr a igualdade numérica.

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O Atlético adaptou-se melhor ao 10 contra 10 e aproveitou os espaços para acabar com as dúvidas nos minutos finais, com dois golos seguidos, de Correa e De Paul. Sérgio Oliveira ainda reduziu de penálti, mas nada havia a fazer. Num grupo dificílimo, o F. C. Porto tem de se contentar com a queda para a Liga Europa.

Mais: Kondognia não é central mas fez um grande jogo no eixo da defesa madrilena. De Paul e Koke impuseram-se no miolo. Díaz bem tentou puxar os dragões para a frente.

Menos: Zaidu faz o que pode, mas não é deste filme. Taremi e Evanilson lutaram, só que a este nível o suor não chega. Meio-campo portista perdeu gás na segunda parte.

Árbitro: Num jogo muito difícil, Turpin exagerou na expulsão de Wendell. Dúvidas numa queda de João Mário na área.

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