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Trinta e três horas ao relento pela paixão

Trinta e três horas ao relento pela paixão

Milhares de apaixonados dos ralis formam romarias intermináveis para as Serras de Fafe. Dias de muitas aventuras

Ainda os carros do Rali de Portugal percorriam as classificativas de Cabeceiras de Basto, Vieira do Minho e Amarante, na manhã de sábado, e em Fafe já se acumulavam os quilómetros de filas de carros estacionados nos principais acessos aos dois pontos míticos do Rali de Portugal, o Salto da Pedra Sentada e o Confurco. Locais de culto para os aficionados do automobilismo que empreendem autênticas romarias para umas horas de convívio e de deleite com os carros do WRC. Chegar de véspera, e o mais cedo possível, é a garantia de reserva de um bom lugar. É a regra principal de um grupo de nove amigos, todos colegas de trabalho, que ano após ano dedicam o fim de semana do rali para a "borga das borgas".

Ainda o dia de sábado estava a nascer, cerca das oito horas, e já a tenda estava a ser montada na bancada natural que o Confurco proporciona. A tradicional zona do troço de Fafe onde a terra "beija" o asfalto, numa alucinante descida de curva e contra curva. "É o sítio mais fantástico para se ver rali e nós não perdemos uma oportunidade", disse, ao JN, Nuno Ramos, um dos convivas que, no total, esteve mais de 33 horas na serra, já que passava das 17 horas de ontem quando desarmaram a tenda e rumaram a casa. Mas, no entretanto, foi preciso fintar as dificuldades que a chuva e a trovoada foram causando durante a noite. "Tudo controlado e sem grandes sobressaltos", assegurou.

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