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UEFA aprova reintegração dos clubes que renunciaram à Superliga e deixa aviso aos outros

UEFA aprova reintegração dos clubes que renunciaram à Superliga e deixa aviso aos outros

A UEFA anunciou, esta sexta-feira, em comunicado, a aprovação da reintegração de nove dos 12 clubes que renunciaram ao projeto da Superliga, aplicando-lhes sanções, e informou que os restantes três estão sob alçada disciplinar.

As medidas aprovadas pelo organismo que gere o futebol europeu foram aceites pelo Arsenal, Liverpool, Manchester United, Manchester City, Tottenham​​, Chelsea, ​​​​​AC Milan, Inter de Milão e Atlético de Madrid.

No que diz respeito aos outros clubes envolvidos na chamada "Superliga" que não renunciaram à competição - Real Madrid, Barcelona e Juventus -, a UEFA referiu que a decisão sobre as medidas a tomar "será remetida aos órgãos disciplinares competentes".

"No espírito de reconciliação e para o bem do futebol europeu, nove dos 12 clubes envolvidos no denominado projeto Superliga submeteram à UEFA uma 'Declaração de Compromisso do Clube', definindo a posição que assumem, incluindo o empenho para com as competições de clubes da UEFA, bem como com as competições das seleções nacionais", pode ler-se no documento publicado no site oficial.

A UEFA revela ter convocado um "Painel de Emergência" do Comité Executivo, "que teve em consideração o espírito e o conteúdo da 'Declaração de Compromisso do Clube' e decidiu aprovar várias ações, medidas e compromissos assumidos pelos clubes".

"A confirmação formal dos compromissos e da forma de reintegração e participação dos clubes nas Competições de Clubes da UEFA foi acordada e assinada pela UEFA e esses nove clubes. As medidas de reintegração aprovadas são plenas e definitivas", esclarece comunicado.

O organismo que gere o futebol europeu adianta, ainda: "Esses nove clubes reconhecem e aceitam que o projeto da Superliga foi um erro e pedem desculpa aos adeptos, associações nacionais, ligas nacionais, outros clubes europeus e UEFA. Também reconhecem que o projeto não seria autorizado sob os estatutos e regulamentos da UEFA"

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Entre as medidas de reintegração que terão de ser respeitadas por cada um dos nove clubes salienta-se o de "aceitar os Estatuto da UEFA; participar nas competição de clubes da UEFA em todas as épocas para a qual se qualifiquem por mérito desportivo; regressar à Associação Europeia de Clubes, único organismo representativo dos clubes que a UEFA reconhece; tomar as medidas para terminarem o envolvimento na empresa estabelecida para formar e operar a Superliga e cessar quaisquer ações judiciais existentes; irá fornecer compromissos individuais à UEFA em que todos os princípios e valores estabelecidos no Memorando de Entendimento de 2019 entre a UEFA e a Associação Europeia de Clubes são aceites".

A nível financeiro também haverá consequências. "Como gesto de boa vontade, e em conjunto com os outros clubes, doar 15 milhões de euros, a serem usados em benefício de crianças, jovens e futebol de base em comunidades locais em toda a Europa, incluindo o Reino Unido; estará sujeito à retenção de 5% das receitas que teria recebido das competições de clubes da UEFA durante uma temporada, que serão redistribuídas; concordar com a imposição de multas substanciais se tentar jogar numa competição não autorizada (100 milhões de euros) ou se violarem qualquer outro compromisso que tenham firmado na 'Declaração de Compromisso do Clube' (50 milhões de euros)", refere o comunicado.

Ceferin enaltece clubes por "admitirem erro"

Em declarações ao site oficial, o presidente Aleksander Ceferin enalteceu os clubes por assumirem o erro. "No Congresso da UEFA, há duas semanas, disse que é preciso uma organização forte para admitir que se cometeu um erro, especialmente nos dias que correm, em que os julgamentos nas redes sociais podem ser implacáveis. Estes clubes fizeram justamente isso. Ao aceitar os seus compromissos e vontade para reparar o transtorno que causaram, a UEFA quer esquecer este episódio e seguir em frente com um espírito positivo", salientou.

Sobre as sanções aplicadas, o dirigente anotou que embora "significativas", "nenhuma das penalizações financeiras será retida pela UEFA. Todas serão reinvestidas no futebol de raízes e futebol jovem em comunidades locais" na Europa.

"Estes clubes reconheceram os seus erros rapidamente e tomaram ações para demonstrarem o arrependimento e empenho futuro em prol do futebol europeu. O mesmo não pode ser dito dos clubes que continuam envolvidos na denominada Superliga, e a UEFA lidará com eles posteriormente", finalizou Ceferin.

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