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Um mês para os Jogos mais caros e incertos de todos os tempos

Um mês para os Jogos mais caros e incertos de todos os tempos

Pandemia adiou um ano Tóquio 2020 e fez disparar os custos. Nipónicos contra a realização do evento, vetado a estrangeiros, a 30 dias do início.

Se o mundo não tivesse mudado no último ano e meio, o dia 23 de julho seria de festa e espanto a nível planetário. No Estádio Nacional de Tóquio estariam 66 mil espectadores e milhares de figurantes fariam uma cerimónia de abertura inesquecível. Mas a pandemia de covid-19 não se limitou a adiar por um ano os Jogos da XXXII Olimpíada: fez disparar os custos para os valores mais altos de sempre e deixou os japoneses à beira de um ataque de pânico, receosos que os casos do novo coronavírus disparem com a presença de milhares de atletas estrangeiros.

Uma sondagem divulgada, no domingo passado, pela Kyodo News, mostra que mais de 40,3% dos japoneses queriam que os Jogos se realizem sem espectadores nas bancadas, enquanto 30,8% defendiam mesmo que o evento devia ser cancelado de imediato. O Governo nipónico já fez saber que a competição se vai realizar, mas sem a presença de adeptos estrangeiros, e acabou mesmo com o estado de emergência na capital e em seis outros distritos. Nas últimas semanas, a média diária de novos casos de covid-19 no Japão ronda os 1500, depois de o pico da quarta vaga ter sido atingido em maio, quando o país registava mais de 7000 infetados a cada 24 horas.

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