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Varandas e os VMOCS: "Gostaria de ter resolvido isto no primeiro dia"

Varandas e os VMOCS: "Gostaria de ter resolvido isto no primeiro dia"

Presidente dos leões explicou, acompanhado por outros elementos dos órgãos sociais, o processo de recompra dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis [VMOCS] que pertenciam ao BCP.

"Hoje é um dia histórico para o Sporting", começou por afirmar Frederico Varandas, no auditório do Estádio José Alvalade, destacando que os leões necessitavam de encerrar esta operação para "não perder o controlo da SAD" e que foi conseguido muito antes da data limite de dezembro de 2026, realçando ainda a "discrição e eficácia" de todo o processo.

Questionado sobre a data do anúncio, um dia antes das eleições para a presidência, afirma que "gostaria de ter resolvido isto no primeiro dia do mandato e não no último", reforçando que a operação "não dependia apenas do Sporting" e que foi um processo "longo, de avanços e recuos", assegurando que não procurou "vantagens" na eleição e tendo recusado responder a questões sobre o julgamento a que terá de atender por crimes de difamação a Pinto da Costa.

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Salgado Zenha especifica detalhes

O vice-presidente Francisco Salgado Zenha esclareceu alguns contornos do negócio. "O Sporting passa a deter 61,9% dos VMOCS. Isso significa que, num cenário em que o Sporting decida convertê-las em ações, passa a deter 83,9% do capital social da SAD".

A antecipação de direitos televisivos, diz o vice-presidente, "é da SAD" e que "o valor nada tem a ver com o preço dos VMOCS", uma vez que "quem as comprou foi o clube e não a SAD", fechando, para já, a porta a investidores no clube. "O objetivo sempre foi e continua a ser comprar a totalidade dos VMOCS. Hoje fechámos os do BCP, queremos continuar no caminho de comprar a totalidade", esclareceu, revelando que já trabalham para adquirir as mais de 50 milhões que pertencem ao Novo Banco. "O nosso foco é de reforçar a participação do clube no capital da SAD, não é vender esse mesmo capital, até porque garantimos a maioria mas não temos uma larga maioria. Um passo de cada vez", atirou.

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