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Veléz Sarsfield suspende dois jogadores acusados de abuso sexual

Veléz Sarsfield suspende dois jogadores acusados de abuso sexual

Os argentinos Thiago Almada e Miguel Brizuela foram constituídos arguidos num caso de abuso sexual de uma mulher, tendo sido suspensos pelo Vélez Sarsfield até que o caso fique resolvido na justiça.

"Foi determinado afastar temporariamente os dois profissionais da primeira equipa até que as suas situações jurídicas sejam resolvidas. Os jogadores de futebol serão acompanhados pelo nosso departamento de psicologia. O clube coloca-se à disposição da vítima e da justiça", refere o emblema de Buenos Aires.

A 4 de dezembro, uma mulher denunciou ter sido abusada sexualmente numa festa clandestina, em plena crise da pandemia da covid-19, na qual participaram quatro futebolistas do Vélez Sarsfiel, incluindo ainda Ricardo Centurión e Juan Martin Lucero, o anfitrião do evento proibido.

O clube "porteño" assegurou de imediato que os quatro atletas seriam testemunhas e agora Thiago Almada e Miguel Brizuela foram formalmente acusados de abuso sexual da mulher, de 28 anos.

"[A minha cliente] Estava em choque. Muito nervosa. Não pudemos ver-nos, conheci a sua voz a chorar. O nome dela apareceu em todo o lado e ela está mal, sente-se vitimizada novamente. Não está em condições de falar. Pede o tempo necessário para o poder fazer", disse a advogada, Raquel Hermida Leyenda.

Quando o caso foi denunciado, a jovem reconheceu que estava num quarto com Thiago Almada, com quem teria relações sexuais consentidas, até que apareceu Miguel Brizuela: apesar dos pedidos para que o atleta deixasse o quarto, o jogador não saiu.

Thiago Almada, de 19 anos, é considerado uma das grandes promessas do futebol argentino, estando protegido com uma cláusula de rescisão de 25 milhões de euros.

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Brizuela, de 24 anos, volta a ser denunciado por violência de género, depois de em junho de 2020 a companheira o ter acusado de lhe dar um murro no olho esquerdo; ficou então impedido de se aproximar da vítima.

O Vélez Sarsfield foi o clube pioneiro na Argentina a criar um departamento específico para lidar com casos de violência de género provocado por futebolistas ou sócios.

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