Liga dos Campeões

Vendaval ofensivo tira a juba ao leão no regresso à Champions

Vendaval ofensivo tira a juba ao leão no regresso à Champions

Autor de quatro golos, o avançado Haller destroçou a defesa do campeão nacional. Desconcentração e falta de experiência custaram muito caro aos leões.

Quatro anos depois, o Sporting voltou a disputar um jogo na prova milionária, mas a noite revelou-se uma das mais negras na história europeia do clube. Foi goleado, em Alvalade, pelo Ajax, por 5-1, num duelo em que Haller destroçou a defesa dos leões com um póquer. Berghuis fez o outro golo, enquanto o tento de honra português pertenceu a Paulinho.

Poucas vezes, desde que Ruben Amorim se sentou no banco leonino, o Sporting jogou de forma tão descaracterizada e sem alma. No plano tático, a equipa foi facilmente ultrapassada pelo meio-campo adversário, que esteve sempre em superioridade numérica, e a chave do insucesso explicou-se, sobretudo, pelo péssimo arranque em campo. Aos dois minutos, Haller inaugurou o marcador, perante a apatia da defesa lusa, e aos nove minutos voltou a marcar. Tudo fácil, tudo praticamente sem oposição, suportado por uma rápida troca de bola entre os setores.

A ausência de Coates e, depois no jogo, a lesão de Gonçalo Inácio não pode explicar tudo. O conjunto entrou de forma desconcentrada, por oposição, por exemplo, ao que mostrou com o F. C. Porto, deu espaços ao Ajax, muito forte ofensivamente. O golo de Paulinho alimentou a esperança, mas foi sol de pouco dura. Antes do intervalo, Berghuis quase sentenciou o destino do Sporting com a assinatura do terceiro tento.

As entradas de Matheus Reis e de Sarabia pretendiam estabilizar o jogo do Sporting no segundo período, mas viu-se mais do mesmo. Depois de um golo anulado a Paulinho, o Ajax imprimiu a mesma força rotativa no ataque e, em poucos minutos, Haller colocou o Ajax a vencer por quatro golos de diferença.

Perdido, o Sporting tentou, a partir desse momento, apenas minorar os estragos já muito evidentes, sendo que a equipa dos Países Baixos também ajudou a cumprir esse objetivo. Tirou o pé do acelerador, apesar de ter reunido oportunidades, e o campeão nacional desenhou um ou outro lance interessante, mas sem expressão. Sem vencer há três partidas, é o pior momento de Amorim em Alvalade.

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