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V. Guimarães com resultado líquido negativo de 8,2 milhões de euros

V. Guimarães com resultado líquido negativo de 8,2 milhões de euros

A SAD do Vitória fechou o exercício de 2020/2021 com um resultado negativo de 8.2 milhões de euros, justificando os números negativos essencialmente por dois fatores: decréscimo de 7 milhões de euros nos resultados operacionais, justificado quer pela ausência das competições europeias, como pelo efeito direto da pandemia Covid-19 nas receitas de sponsorização e de bilhética", acrescentando que "a quebra de 39% nas receitas de exploração, em grande parte devido a condicionantes externas à Sociedade e ao sector, motivaram neste capítulo uma perda global muito penalizadora para a atividade da Vitória SAD".

A retração dos mercados de transferências, resultado da imprevisibilidade da operação, também afetou uma "rubrica fundamental para o equilíbrio financeiro" e, pese embora tenham chegado propostas por alguns ativos, a SAD justificou a não realização de alguns negócios. "Considerando a retração do mercado, e perante propostas que no entender da Sociedade não refletem o valor desportivo e financeiro de alguns dos seus jogadores, foi decidida a continuidade dos mesmos nos quadros da equipa principal, potenciando dessa forma que ao rendimento desportivo e à previsível retoma da confiança do sector, corresponda no curto prazo uma mais-valia relevante para a operação da SAD, que no exercício 2020/21 optou por não forçar um equilíbrio de contas que seria feito em prejuízo do projeto desportivo e de futuras melhores perspetivas de negócio".

Referindo que em 2020/21 registaram-se importantes subidas quer do ativo (57,85 milhões de euros), quer do passivo (61,69 milhões), os responsáveis salientam que "no passivo do exercício está sustentada uma componente que tem correlação direta no ativo e cuja regularização ocorrerá imediatamente na temporada já em curso, resultando numa redução proporcional no total do balanço", acrescentando que " 56% do passivo é não corrente e que o ativo engloba contas de clientes que perfazem cerca de 21 milhões de euros, permitindo liquidação de passivos de igual montante". A SAD vitoriana lembrou ainda que o "ativo engloba os direitos económicos de jogadores que, no entendimento do Vitória, como do próprio mercado, possuem um valor muito superior ao espelhado", como são os casos de Edwards ou dos jovens André almeida, Tomás Andel, Herculano, entre outros.

No fecho do exercício, a SAD ressalva que a redução de custos com pessoal sofreu um corte de 2,5 milhões de euros e que o objetivo passa por reduzir em mais de 2 milhões de euros no curto prazo. Com a retoma já verificada na sponsorização e na bilhética, a SAD prevê o regresso aos lucros no orçamento para 2021/2022, embora reconheça que a "estratégia de recuperação do impacto financeiro passa naturalmente pela concretização dos objetivos desportivos, pela valorização dos ativos e nomeadamente dos jovens talentos".

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