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Viúva de Kobe Bryant soube da morte do atleta através das redes sociais

Viúva de Kobe Bryant soube da morte do atleta através das redes sociais

A viúva de Kobe Bryant, Vanessa Bryant, soube da morte do atleta norte-americano através das redes sociais.

O jogador de basquetebol e a filha de 13 anos, Gianna, morreram em janeiro de 2020 num acidente de helicóptero, que tirou a vida a mais sete pessoas. A viúva, Vanessa Bryant, está a processar o Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles por negligência e invasão de privacidade, alegando que os agentes da polícia partilharam fotografias gráficas na cena do acidente, incluindo dos corpos de Kobe e Gianna.

Em tribunal, quando questionada sobre como teve conhecimento da queda do helicóptero, Vanessa Bryant revelou que foi informada por um assistente da família que o marido e a filha tinham estado envolvidos num acidente, mas que cinco pessoas sobreviveram e pensou que estariam entre os sobreviventes.

Depois, surgiram as notificações: "RIP Kobe". "Estava com o meu telemóvel, porque obviamente estava a tentar ligar ao meu marido e começaram a aparecer todas essas notificações", contou a viúva, segundo a transcrição do depoimento citada pela BBC.

Depois de o xerife Alex Villanueva ter confirmado a morte do marido e filha, perguntou à viúva se poderia fazer alguma coisa por ela. "E disse: 'Se não pode trazer o meu marido e bebé de volta, por favor, certifique-se de que ninguém tira fotografias deles. Por favor, proteja a área'", continuou, acrescentando que Villanueva lhe assegurou que a área estava protegida.

"Não acho justo estar aqui hoje a ter de lutar por responsabilidade", afirmou, em tribunal. "Porque ninguém deveria ter de suportar este tipo de dor e medo dos seus familiares".

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O avião que transportava Kobe e Gianna despenhou-se no vale de San Fernando, a norte da cidade de Los Angeles.

Ara Zobayan, um piloto experiente de 50 anos com mais de 8500 horas de voo, indicou uma subida até aos 1200 metros, para sair do nevoeiro, pouco antes de o veículo se despenhar. Segundo a investigação, a subida não se deu, mas antes uma manobra para a esquerda, "consistente com um piloto desorientado no espaço e com visibilidade limitada".

Segundo os investigadores, o piloto não tinha submetido um plano B e recusou-se a aterrar num aeroporto local para esperar que o mau tempo passasse. Não há sinais de falha mecânica, mas o helicóptero não estava equipado com uma caixa negra, usada para determinar as causas de um acidente.

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