Liga dos Campeões

Voo de Darwin lança águias para os quartos

Voo de Darwin lança águias para os quartos

Golo do avançado uruguaio coloca Benfica nos quartos da Champions. É o ​​​​​​​primeiro grande êxito de Veríssimo no comando encarnado.

Passados seis anos, o Benfica volta a estar nos quartos de final da prova milionária. Um golo de Darwin, aos 75 minutos, abriu o caminho da passagem às águias que, até ao fim, aguentaram a pressão do Ajax e mantiveram a baliza inviolada. Depois do 2-2 da primeira mão, os encarnados fizeram um jogo com um tremendo sentido prático, sem grande nota artística, frente a um rival que carregou e dominou muito mais mas que não foi eficaz.

Esperava-se mais do Ajax, sobretudo mais densidade ofensiva e o Benfica, que poucas vezes arriscou a fundo no ataque, teve a ponta de sorte de que tanto necessitava. Após um livre cobrado por Grimaldo, Darwin saltou mais alto e antecipou-se ao guarda-redes. Tal como tinha sucedido em todos os jogos desde que Nélson Veríssimo assumiu o comando técnico, o Benfica conseguiu marcar. No fim, Yaremchuk teve outra oportunidade para dilatar o marcador mas foi demasiado trapalhão.

A história do jogo não se resumiu, porém, à reta final. No primeiro período, o Benfica, que voltou a prescindir de João Mário, entrou com um onze com forte predisposição atacante. Apesar da vontade teórica em explorar o último terço, acabou por atuar com demasiada cautela e praticamente não saiu a jogar na grande área holandesa.

Taarabt, muito apagado, não ganhou nem distribuiu bolas, Everton foi quase sempre um turista, e Rafa poderia ter jogado mais entre linhas para amedrontar o Ajax, bem mais atrevido. Ao todo, fez nove remates na primeira parte contra nenhum pontapé enquadrado do lado português. Apesar de mais remates, o Ajax jogou um futebol de maior contenção, em comparação com o duelo em fevereiro, no Estádio da Luz. Não arriscou tanto e mostrou respeito pelo conjunto português.

Veríssimo leu bem os 45 minutos iniciais e ofereceu outra capacidade coletiva com a entrada de Meité. O médio deu mais consistência ao Benfica num jogo que, pouco a pouco, mostrava duas equipas com medo de avançar no terreno. As oportunidades de golo eram cada vez mais raras e a partida tornou-se monótona, sem sal, à espera de um momento de brilho individual.

Depois do golo de Darwin, os treinadores ajustaram as equipas com várias substituições mas, na verdade, o Ajax não chegou a ter uma verdadeira oportunidade, à exceção de um lance anulado por fora de jogo. Já o Benfica aproveitou para tentar trocar a bola, Yaremchuk deu mais profundidade (entrou antes do golo), sendo que as entradas de Lázaro e de Paulo Bernardo já tiveram a intenção de queimar tempo. Foi o primeiro grande triunfo de Nélson Veríssimo nos encarnados e a época, bastante sombria até ao momento, adquiriu de repente outra luz.

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POSITIVO
Darwin foi decisivo mas outros jogadores mereceram nota alta. Weigl fez uma partida de sacrifício e a defesa fechou os caminhos para a baliza.

NEGATIVO
Everton praticamente não esteve em jogo e Taarabt nada de bom deu à equipa. Gonçalo Ramos esteve também bastante apagado.

Árbitro
O Ajax reclamou dois penáltis mas sem motivo. O árbitro espanhol rubricou uma boa prestação, sem influência no resultado final.

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