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Weigl "às 4 da manhã foi ao meu quarto e ao do Rui, desesperado", diz Jesus

Weigl "às 4 da manhã foi ao meu quarto e ao do Rui, desesperado", diz Jesus

O treinador do Benfica, Jorge Jesus, elogiou a exibição da equipa na goleada frente ao Portimonense (5-1) fora de portas e explicou o que se passou com o médio alemão Julian Weigl.

"A diferença no futebol são sempre os golos, aquele que marca mais, aquele que sofre menos. O golo do 1-1 teve importância pois significou chegar ao intervalo e estar empatado. Depois, face às modificações que fomos fazendo durante o jogo, fomos ficando mais fortes, mais controladores do jogo, os golos foram aparecendo. Jogámos contra uma boa equipa, que já não perdia há três jogos em Portimão. Uma equipa muito difícil de ser batida, que está a fazer um bom campeonato nesta segunda volta", começou por analisar o treinador benfiquista.

E prosseguiu sobre a exibição da equipa: "O Benfica fez um jogo forte, como fez em Paços e em Braga, e depois de um percalço onde não esperávamos. Estamos a pôr as coisas fáceis nos jogos difíceis e a pôr as coisas difíceis naquelas que parecem fáceis. Hoje, amanhã e sempre, mais nenhum resultado nos interessava senão a vitória. O que é importante é a confiança da equipa, esta qualidade coletiva e individual que a equipa coloca no jogo ofensivo. A entrada do Darwin também foi determinante, ele está a ficar melhor. E quando tens os jogadores a melhorar, a equipa também melhora".

Jorge Jesus reconheceu que a entrada do avançado uruguaio foi o que a equipa precisava. "Estávamos a precisar de um jogador que desse profundidade ao jogo. Estávamos com qualidade, mas não com profundidade que pudesse fazer a diferença na zona de decisão. Os nossos avançados só queriam jogar bola no pé e achei que tínhamos de modificar a forma de jogar na última zona de decisão e achei que não era preciso um jogador tão posicional como o Gabi e ele tinha o cartão amarelo e ficou com medo de ver o segundo e deixou de ser tão agressivo, e bem. O 5-1 é sempre um resultado bom, muito mais em Portimão", acrescentou.

O técnico das águias falou também sobre o que se passou com o médio alemão Julian Weigl. "Aquilo que o Julian teve, quer dizer, ele não, a mulher, é que entrou num parto complicado. Ele está em Portugal, não é português, não tem irmão e as pessoas todas para ajudar. Às 4 horas da manhã foi ao meu quarto e ao do Rui [Costa], desesperado, que a mulher lhe tinha telefonado, tinha ido de urgência para o hospital, entrado em trabalho de parto e pediu para o deixarem sair", explicou.

E continuou: "O que temos fazer? Temos de deixar o atleta. A mentalidade dos atletas não era a minha quando jogava. Deixámos sair com autorização, foi um funcionário do Benfica que o foi buscar, e depois começaram a inventar que abandonou o estágio por problemas comigo. Mentiras dessas não valem, não vale tudo".

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