Domingo

Sistema rentabiliza vigilância

Sistema rentabiliza vigilância

O"HVR - Hybrid Video Recorder" é um sistema inovador de análise e processamento de imagem para ser aplicado na videovigilância.

Criado pela EXVA, uma "spin-off" da Universidade do MKinho, o HVR apresenta soluções para monitorização, gravação e transmissão de imagens provenientes de câmaras de vigilância. O sistema é também inovador pela forma como analisa e escolhe quais as imagens que quer gravar, seja pela identificação de rostos seja pela simples detecção de pele humana.

O sistema HVR, apresentado há poucos dias no Avepark, em Guimarães, tem, segundo a EXVA, aplicação imediata em hospitais, tribunais, rodovias, empresas, bancos e outras estruturas com necessidades especiais de segurança.

Citado pela agência Lusa, o gestor da empresa, Frederico Ferreira, afirmou que esta tecnologia de quarta geração inteiramente portuguesa, assente num sistema híbrido que inclui uma área da domótica, permite a conexão de câmaras vídeo analógicas e digitais num mesmo equipamento.

Outra das vantagens desta tecnologia é "a possibilidade de utilização de equipamentos já existentes e a adequação de soluções à medida". "Permite também uma elevada longevidade dos discos do servidor utilizados no processo de gravação contínua garantindo maior fiabilidade para um total de 1,2 milhões de horas".

Por ser desenvolvido de modo a permitir a captura de imagens a várias resoluções, o HVR torna mais eficiente e viável a identificação de indivíduos suspeitos ou matrículas de automóveis, por exemplo.

Mas é no sistema de detecção de faces que equipa o HVR que está uma das suas características mais interessantes. Este sistema "gera alertas e aumenta automaticamente a qualidade de compressão de vídeo, sempre que se monitorizam faces no canal seleccionado". No caso de haver uma quebra de segurança é importante uma eficaz identificação dos intervenientes, logo a garantia de aquisição de imagens de extrema nitidez.

"Com a activação da nova técnica de gravação por detecção de pele o sistema efectuará a gravação de vídeo enquanto se detectar a presença de um corpo humano" explicou Duarte Duque, o engenheiro chefe do projecto, durante a sessão de apresentação.

Desta forma é também possível descartar das gravações objectos em movimento desprovidos de relevância, como é o caso de um centro comercial em que apenas "interessa monitorizar as escadas rolantes quando alguém lá está e não o movimento cíclico das próprias escadas". Desta forma poupam-se horas de visionamento de imagens sem interesse.

A integridade da sequência de imagens, alertando para qualquer manipulação"é assegurada através de uma marca de água, uma assinatura única e inviolável, que certifica a autenticidade do vídeo.