Economia

Abertura dos "hipers" ao domingo divide empresas e sindicato

Abertura dos "hipers" ao domingo divide empresas e sindicato

Hipermercados: Empresas dizem que abertura ao domingo à tarde criou novos postos de trabalho mas sindicato contesta A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) diz que a alteração do horário de domingo e feriados das grandes superfícies comerciais permitiu criar novos empregos, cenário que o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio (CESP) refuta.

As empresas associadas da APED que têm lojas com mais de dois mil metros quadrados de área de venda "criaram 3576 postos de trabalho, comparando o número de colaboradores entre Fevereiro de 2011 e Fevereiro de 2010", revela a associação.

Os números apresentados pela APED apresentam contudo um espaço temporal superior ao alargamento do horário das grandes superfícies, que é possível somente desde o fim de Outubro de 2010, após a aprovação em Conselho de Ministros, a 22 de Julho, passando estes estabelecimentos a poder funcionar todos os dias - inclusive domingos e feriados - das 06.00 às 24.00 horas.

Jorge Pinto, do sindicato ligado aos trabalhadores do comércio, diz que segundo os levantamentos mensais do CESP "não foi ninguém admitido" nas superfícies e "houve até pessoas cujo contrato a prazo não foi renovado".

O sindicalista diz que os únicos empregos gerados resultaram da criação de "duas ou três novas lojas": "Só pelo alargamento de horários não houve mais criação de emprego".

Os associados da APED com lojas com mais de dois mil metros quadrados são: Aki, Auchan, Conforama, Decathlon, El Corte Ingles, Ikea, Leroy Merlin, Media Markt, Moviflor, Pingo Doce, Primark, Sonae e Toys r' Us, representando um total de 191 espaços, de acordo com a associação.

Analisando o ano de 2010, a APED diz que foram criados 5017 postos de trabalho pelas suas empresas associadas, "o que correspondeu a um aumento de 6% face ao ano de 2009".

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Em 2010, havia um total de 92890 colaboradores nas empresas associadas, realça a APED.

Ainda de acordo com os dados da associação, cerca de 70% dos colaboradores dos associados têm um "vínculo de trabalho efectivo" e, citando números de 2009 do Eurostat, "a percentagem de trabalhadores em regime de 'part-time' no sector do comércio em Portugal era de 7%, sendo a média europeia de 22%".

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