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Projeto Magellan 500

Aeroporto em Santarém pode gerar cerca de 170 mil novos postos de trabalho

Aeroporto em Santarém pode gerar cerca de 170 mil novos postos de trabalho

O projeto Magellan 500, para construção de um aeroporto em Santarém, pode gerar cerca de 170 mil novos postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos, disse hoje o gestor Carlos Brazão.

A informação foi avançada em declarações aos jornalistas, à margem do colóquio "Novo aeroporto: tempo de decidir", promovido pelo Conselho Económico e Social (CES), onde o projeto para um aeroporto em Santarém foi apresentado publicamente pela primeira vez, pelo gestor Carlos Brazão, que pertence ao consórcio que desenvolveu estudos naquela localização durante três anos.

"No médio prazo, uma infraestrutura como estas pode gerar qualquer coisa como 170.000 novos postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos", disse o gestor, que tem como parceiro no consórcio o empresário Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro, que foi acionista da TAP.

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Questionado sobre declarações do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que acusou os promotores do projeto em Santarém de interesses imobiliários, Carlos Brazão negou tais interesses.

"Estou a fazer isto no espírito de missão. Um projeto como estes vai demorar, se tudo correr bem, uns quantos aninhos, portanto vou ter trabalho para muito tempo e, se for esta a última tarefa da minha vida, terminarei a minha carreira ativa com um enorme sentido de dever cumprido e enorme sentido de utilidade para o país", apontou o gestor.

Carlos Brazão negou ainda qualquer influência política para o desenvolvimento do projeto.

Já questionado sobre a concessão da ANA Aeroportos de um aeroporto construído em Santarém, Carlos Brazão sublinhou que se trata de um projeto de iniciativa privada, fora do contrato de concessão entre o Estado e a gestora de aeroportos que pertence à multinacional francesa Vinci.

"Não quer dizer que sejamos contra ou a favor de ninguém, estamos totalmente abertos. [...] Se isso for o caso, se todos os 'stakeholders' e decisores concordarem connosco damos a nossa missão por cumprida", vincou.

Relativamente ao valor de investimento avançado, de cerca de 1.000 milhões de euros, o gestor explicou que se trata de um valor estimado para a primeira fase do projeto, sem avançar o que está orçamentado para as fases seguintes.

Ainda assim, acrescentou, "são investimentos muito menores do que outros projetos, nomeadamente na margem sul".

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