Regras

Aeroporto Francisco Sá Carneiro com acesso condicionado

Aeroporto Francisco Sá Carneiro com acesso condicionado

Na aerogare só entram funcionários e quem tem bilhete. Mede-se temperatura a passageiros nos voos de chegada.

Nestes tempos de pandemia, o acesso ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, está muito condicionado. Na aerogare só entram os funcionários e quem tem bilhete. No exterior, a Polícia montou uma barreira que faz a triagem dos veículos que podem passar. Aos viajantes é medida a temperatura nos voos de chegada e foram criadas salas de isolamento para lidar com casos suspeitos de Covid-19.

O fluxo de turistas e o reboliço das viagens sofreu um interregno. Hoje, o aeroporto, como o conhecíamos, nem parece o mesmo. Está deserto. Há dias, como o da última terça-feira, com um único voo. Proveniente de Lisboa, neste caso, a tripulação superava o número de passageiros. Os taxistas mantêm-se no seu posto, mas os clientes rareiam. No local das chegadas, só uma porta é o suficiente para a circulação de pessoas, restringida praticamente a funcionários, Polícia e outros agentes de segurança. Há vários aviões estacionados na pista e as ligações comerciais são pontuais. Por estes dias, a aerogare é notícia pelos voos que trazem mercadoria, nomeadamente os artigos ligados à área dos cuidados médicos e de que o país tanto necessita.

Salas de isolamento

Quem aterra no Aeroporto Francisco Sá Carneiro tem à sua espera um sistema de avaliação da temperatura corporal. Essa é a medida mais visível e percecionada pelos viajantes, no âmbito do plano de contingência estruturado pela empresa ANA-Aeroportos de Portugal para fazer face à Covid-19. Estas câmaras térmicas são comuns às existentes em Lisboa, Faro, Madeira e Ponta Delgada, onde a ANA também está presente. O procedimento é rápido e, segundo a empresa aeroportuária, "permite fluidez na circulação, diminuindo, na medida do possível, os transtornos".

É feito notar que "caso sejam detetadas situações de temperatura corporal elevada, seguir-se-á um segundo rastreio por uma equipa de técnicos de saúde, os quais acompanharão a pessoa para área reservada, procedendo a um inquérito e atuando de acordo com os protocolos médicos".

Para quem assiste do lado de fora, entre entradas e saídas, são poucos aqueles que se veem com máscara. Lá dentro, a ANA faz saber que reforçou a "limpeza com desinfetantes de nível hospitalar". Regras para o "distanciamento social" também foram impostas, mas como o movimento é escasso, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro a indicação é seguida naturalmente.