Economia

"Águas de Portugal": Presidente não comenta "débil" situação

"Águas de Portugal": Presidente não comenta "débil" situação

O presidente da Águas de Portugal escusou-se hoje a comentar o relatório do Tribunal de Contas que aponta para uma situação económico-financeira "débil" do grupo, alegando desconhecer por enquanto as notícias sobre o assunto.

"Ainda não ouvi a notícia. Não vou falar neste momento", declarou Pedro Serra à agência Lusa. A auditoria do Tribunal de Contas, cujo relatório foi divulgado quinta-feira, incide especialmente sobre o período de 2003 a 2006.

Pedro Serra assumiu a presidência do grupo Águas de Portugal (AdP) em Maio de 2005, sucedendo a Poças Martins. No seu relatório, o Tribunal de Contas considerou que o Grupo AdP vive em situação económico-financeira "débil", afirmando mesmo que há empresas em "risco iminente" e que urge uma reestruturação imediata do sector.

Na auditoria que fez ao grupo -que integra 65 empresas - o Tribunal refere que a AdP Internacional, a AdP Serviços, a AdP Formação e a Reciclamas apresentam "graves problemas estruturais, situações patrimoniais deficitárias e inviabilidade económico-financeira dos seus negócios"

"Urge uma imediata e eficaz reestruturação do sector promovida pelo Governo português e articulada quer com o Grupo Águas de Portugal quer com as Autarquias locais envolvidas", conclui o Tribunal de Contas, numa recomendação ao Estado, único accionista do grupo.