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AHP estima carência de 15 mil trabalhadores nos hotéis portugueses 

AHP estima carência de 15 mil trabalhadores nos hotéis portugueses 

Se, na região de Lisboa, a falta de profissionais é muito sentida nos departamentos administrativos, de RH e de manutenção, no Norte, as lacunas direcionam-se para o spa. Setor está em profunda transformação.

A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) acredita que, neste momento, possam ser necessários cerca de 15 mil trabalhadores para o setor.

Numa altura de pandemia, em que a escassez de recursos humanos é uma realidade que está a despertar grande "reflexão" nas áreas do turismo e da hotelaria - não só em Portugal mas em todo o mundo - a AHP, cujo 32º congresso arrancou esta quarta-feira, em Albufeira, fez um inquérito junto dos seus associados para tentar perceber o número de profissionais em falta.

As conclusões são provisórias, mas, segundo Cristina Siza Vieira, vice-presidente da associação, numa amostra de 400 hotéis (de um universo total de 800 da instituição) há uma carência de 7200 funcionários. Número que, estima Raul Martins, presidente da AHP, poderá chegar aos 15 mil, considerando a totalidade de hotéis portugueses.

Receção, mesa e cozinha são, "exatamente por esta ordem", as áreas que revelam maior necessidade de trabalhadores: foram apontadas por dois terços da amostra em análise. Ainda assim, em termos geográficos, as carências são distintas.

"A região de Lisboa aponta também carências fortíssimas nos departamentos administrativos, de recursos humanos e de manutenção", adianta Cristina Siza Vieira, acrescentando que, no Norte, é identificada a falta de trabalhadores na área de spa.

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Raul Martins disse ainda acreditar que é possível ter um novo aeroporto de Lisboa em 2025.

De recordar que o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou, em setembro, que o futuro aeroporto vai ser construído antes de 2035.

Apesar da previsão, o presidente da AHP defende que a Portela "é fundamental" e que, "por questões ambientais e de sustentabilidade, o hub deverá ser o Montijo", já que Alcochete é mais caro e também levanta questões ambientais.

Em cima da mesa estão, atualmente, três hipóteses: aeroporto Humberto Delgado (principal), com o aeroporto do Montijo (complementar), aeroporto do Montijo (principal), com o aeroporto Humberto Delgado (complementar) e uma infraestrutura localizada no Campo de Tiro de Alcochete.

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