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Alemanha tem plano para dinamizar crescimento dos países vulneráveis

Alemanha tem plano para dinamizar crescimento dos países vulneráveis

O Governo alemão tem um plano para promover o crescimento na Europa que inclui zonas económicas exclusivas em países mais vulneráveis, com impostos mais baixos e desregulação laboral, para atrair investimento estrangeiro, noticiou o "Der Spiegel".

As referidas propostas constam de um plano com seis pontos que o executivo de Angela Merkel pretende apresentar no âmbito do debate em curso sobre o fomento do crescimento económico na zona euro, o tema central do Conselho Europeu agendado para 28 de junho, em Bruxelas.

Além da redução de impostos e da liberalização dos mercados de trabalho, os países em maiores dificuldades deverão criar sociedades fiduciárias ou fundos de privatização, para privatizar empresas estatais, segundo o modelo seguido pela Alemanha para privatizar as empresas públicas da Alemanha de Leste após a reunificação, em 1990, revela ainda o "Der Spiegel", na sua edição eletrónica, sem citar fontes.

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Os referidos países deveriam igualmente adotar o sistema dual de formação profissional em vigor na Alemanha, que consiste, basicamente, na combinação entre a teoria e a prática, na fase final dos cursos profissionais, através da coordenação entre escolas e empresas.

O programa recomenda também a países com elevado desemprego que reformem os seus mercados de trabalho segundo o modelo alemão, atenuando a proteção contra despedimentos e criando um segmento salarial menos tributado e com com descontos mais moderados para a previdência social.

A liderança política alemã, e sobretudo Angela Merkel, têm sido criticados por vários quadrantes, por apostarem demasiado na austeridade para combater a crise das dívidas soberanas, mas a chanceler reafirmou esta semana que austeridade e a promoção do crescimento "são duas faces da mesma moeda", dando a entender que Berlim poderá concordar com novos programas para dinamizar as economias mais frágeis da moeda única, desde que isso não implique subir o endividamento.

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