Turismo

Algarve tem esperança que portugueses salvem verão

Algarve tem esperança que portugueses salvem verão

Não será igual a anos anteriores, mas hoteleiros estão otimistas. Abertura de ligações aéreas e mercado interno podem ajudar a minimizar perdas.

As unidades de alojamento turístico no Algarve acolheram mais de dois milhões de hóspedes em junho, julho e agosto de 2019. Um número que não se irá repetir em 2020. Mas os empresários estão moderadamente otimistas, convictos de que os turistas vão chegar no verão, apesar de a Europa - principal mercado emissor de turistas para o Algarve, e em particular o Reino Unido - só agora estar a retomar gradualmente a normalidade nas ligações aéreas e de muitos estrangeiros e portugueses ainda terem medo de viajar.

O Algarve conta ainda com o turismo interno. Muitos portugueses que habitualmente escolhiam o estrangeiro para passar uns dias de férias podem eleger Portugal e o Sul do país como alternativa mais segura. E deverão ser os alojamentos turísticos, independentemente de serem hotéis ou alojamento local, os mais procurados, considera João Fernandes, da Região de Turismo do Algarve. "Ainda é muito cedo para tirarmos conclusões, face a um processo que evolui à medida que a confiança se restabelece, mas as tipologias que favorecem um maior isolamento poderão, sobretudo numa primeira fase, vir a beneficiar de maior procura no atual momento".

Reservas nos feriados

Os feriados de junho costumam dar o pontapé de saída para a época alta a Sul. João Fernandes e Elidérico Viegas, da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), confirmam a existem de reservas para os próximos dias, sobretudo de turistas nacionais, mas não se atrevem a falar de números.

"Temos tido um feedback positivo da procura do mercado nacional, pelo que estamos esperançados de que os feriados nacionais, como habitualmente acontece, sejam o mote para os portugueses fazerem uma ponte com estadia na região", considera João Fernandes.

Elidérico Viegas garante que "para o verão há reservas", embora se saiba que "este ano não vai ser igual". O habitual, quer nos feriados de junho, quer em julho e agosto, era que as unidades hoteleiras estivessem praticamente cheias. Este ano, não deverá ser assim. Um inquérito recente da Associação da Hotelaria de Portugal, realizado junto de unidades de todo o país, indica que muitos dos hotéis que estão de portas abertas não vão ter toda a sua capacidade instalada utilizada.

O presidente da AHETA reconhece, ainda assim, que há "muitos pedidos de reservas, quer de nacionais, quer de estrangeiros, para julho e agosto. Estamos confiantes de que será possível as unidades hoteleiras reiniciarem a sua atividade e ter receitas que ajudem as esbater os elevados prejuízos dos últimos três meses".

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