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Alívio no Natal ajudou a evitar nova recessão

Alívio no Natal ajudou a evitar nova recessão

Surpresa positiva não impediu o país de perder 15,4 mil milhões de euros no PIB, em relação a 2019.

Portugal e outros sete países da União Europeia (UE) foram os únicos que evitaram um mergulho numa nova onda recessiva na reta final de 2020, mostrou ontem o Eurostat.

As "restrições mais ligeiras" do último trimestre do ano e, sobretudo, na época de Natal (horários mais alargados, permissão de circular entre concelhos, concentrações familiares sem limite de número de pessoas, etc.), juntamente com o facto de os agentes económicos já estarem mais adaptados às limitações da pandemia e de os apoios públicos serem amplos e conhecidos terão sido ajudas inestimáveis que tornaram a economia mais "resiliente" no 4.º trimestre, referem alguns economistas e instituições.

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De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal evitou uma recessão, tendo conseguido crescer 0,4% entre o 3.º e o 4.º trimestres de 2020.

Esta marca acabou por surpreender a esmagadora maioria dos analistas, à espera de uma contração significativa da economia. Isto colocaria o país à beira de uma nova recessão técnica, isto é, dois trimestres seguidos de perdas. Foi uma surpresa pela positiva, embora o ritmo da economia seja muito negativo face a igual período de 2019.

Perdas

No 4.º trimestre, o produto interno bruto (PIB) real português recuou 5,9%, levando a contração anual até aos 7,6%. Ou seja, a economia emagreceu 15,4 mil milhões de euros em termos reais face a 2019, indicam cálculos do JN/Dinheiro Vivo com recurso aos números oficiais do INE.

A perda equivale a mais de 8% do total de riqueza produzida em 2020. Ou a todo o dinheiro que o Governo conta receber da Europa a fundo perdido. Ou a 12 novos aeroportos para Lisboa.

O Governo previa que o PIB caísse 8,5% em 2020, mas o recuo de 7,6% traduz-se na recessão anual mais agressiva dos últimos 50 anos.

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