Criptomoedas

Bitcoin atinge máximo histórico

Pedro Araújo

Bitcoin atingiu máximo histórico

Foto D.r.

Ativo digital mais popular no Mundo passou a barreira dos 65 mil dólares (quase 56 mil euros) por unidade e seu valor total de mercado aproxima-se da prata. Ethereum, segunda maior criptomoeda, aponta aos quatro mil dólares (3442 euros) por unidade.

As expectativas dos adeptos das criptos não foram defraudadas. O primeiro fundo indexado (ETF, na sigla em Inglês) aos futuros da moeda digital bitcoin começou a operar no mercado bolsista nova-iorquino na última terça-feira, depois de obtida a autorização do regulador. Não demorou 24 horas para que a bitcoin quebrasse o seu máximo histórico. A meio da tarde de quarta-feira, já tocava nos 67 mil dólares (57,6 mil euros) por unidade.

Com o novo recorde, a bitcoin ultrapassou a marca de 1,2 biliões de dólares em valor de mercado, chegando muito perto da prata (1,3 biliões), que está atualmente na sétima posição do ranking de ativos financeiros mais valiosos do mundo. Para ultrapassar o metal precioso, a principal criptomoeda do mundo precisaria ser negociada acima de 71 mil dólares, uma valorização de aproximadamente 10% em relação ao seu valor atual.

Maiores ativos por valor de mercado (em biliões de dólares):

1) Ouro = 11,3

2) Apple = 2,4

3) Microsoft = 2,3

4) Saudi Aramco = 1,9

5) Alphabet (Google) = 1,9

6) Amazon = 1,7

7) Prata = 1,3

8) Bitcoin = 1,2

A bitcoin finalmente conseguiu ultrapassar o seu preço recorde anterior de 64.804 dólares, alcançado no dia 14 de abril deste ano, segundo dados do CoinGecko. Puxada pela bitcoin e pelas recentes transformações internas, a ethereum, segunda maior moeda, aproxima-se também do seu recorde absoluto de 4027 dólares (3464 euros), valor alcançado em setembro.

As previsões mais otimistas, relativas ao final de 2021 e início de 2022, apontam para um máximo de 250 mil dólares por bitcoin e 20 mil no caso da ethereum. Os mais moderados estimam valores em torno de 100 mil e 10 mil dólares, respetivamente.

Como todo o investimento com elevado potencial de retorno ou perda, o risco está presente. "Há realidades que não podemos proibir. É impossível proibir as criptos. Não vai resultar", apontou Gabriel Bernardino, o próximo presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), questionado, na última terça-feira, na Assembleia da República sobre os riscos colocados pelas criptomoedas. Para Gabriel Bernardino, fundamental é garantir que o regulador tem poderes e competências para analisar o que se passa nas redes sociais, locais onde muitas pessoas dão aconselhamento financeiro sem terem competências para tal.