Protesto

Milhares nas redes pedem greve contra o preço dos combustíveis

JN

Foto José Carmo/global Imagens/arquivo

São mais de 240 mil os que estão a usar as redes sociais e petições para mostrarem o seu desagrado com a subida do preço dos combustíveis.

O grupo de Facebook "Greve aos combustíveis", criado na quarta-feira, junta já cerca de 243 mil portugueses, número que não pára de crescer.

"Se estás contra estes preços dos combustíveis participa neste grupo e nas greves aos combustíveis! Temos que deixar de ser este povo 'manso' que admite tudo. Convida os teus amigos a aderir e vamos fazer a união, para que este governo e todos os outros percebam o mal que nos fazem todos os dias!", pode ler-se numa mensagem no grupo.

O preço dos combustíveis tem sofrido uma escalada nunca antes vista no país, e só neste ano já aumentou 35 vezes.

Greve aos combustíveis

O que este grupo propõe é uma greve aos combustíveis já esta sexta-feira, e para os dias 21, 22, 28 e 29 de outubro. O objetivo é que os portugueses não se dirijam às bombas de combustível para abastecer nesses dias, como forma de protesto.

Existem várias petições a circular no grupo, sendo a mais popular a petição "contra os preços absurdos dos combustíveis", que conta atualmente com um total de 29 652 assinaturas, que cresce a cada minuto. "Contra os preços dos combustíveis mais altos da Europa. Não podemos aceitar ter os combustíveis mais altos da Europa. Não somos dos países com os vencimentos mais altos nem pertencemos aos países com maiores possibilidades", pode ler-se descrição.

Pela primeira vez, em Portugal, um combustível ultrapassou a barreira dos dois euros por litro, na quarta-feira. Um preço registado nalgumas zonas do país e em postos implantados em áreas de serviço nas autoestradas.