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ANA cancela 29 voos, plano de contingência entra "na máxima afetação" de meios

ANA cancela 29 voos, plano de contingência entra "na máxima afetação" de meios

O Ministério da Administração Interna indicou que o plano de contingência de verão para os aeroportos entra esta segunda-feira "na máxima afetação" de meios. Administração dos aeroportos portugueses prevê 29 cancelamento durante o dia.

A ANA - Aeroportos de Portugal estima que durante o dia de hoje sejam cancelados 29 voos de e para o aeroporto de Lisboa, entre 15 partidas e 14 chegadas.

Este número de cancelamentos é inferior ao registado durante o fim de semana, com a ANA a reportar 65 cancelamentos com chegada e partida do Aeroporto Humberto Delgado, no sábado, e 39 no domingo.

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Esta segunda-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) indicou que o plano de contingência de verão para os aeroportos entrou "na máxima afetação" de reforço meios e garantiu que vai continuar a ser feita uma monitorização para possíveis "ajustamentos necessários".

"O plano entra hoje na máxima afetação de meios para a qual foi desenhado, sendo que irá continuar a ocorrer uma monitorização, durante todo o verão, por via do diálogo entre o Ministério da Administração Interna, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a ANA - Aeroportos de Portugal e outras entidades relevantes em todo o processo, para que se possam realizar, a cada momento, os ajustamentos necessários", refere o ministério tutelado por José Luís Carneiro, em comunicado de balanço do primeiro mês do plano de contingência Verão IATA 2022.

Segundo a tutela, o plano de contingência para os aeroportos portugueses foi preparado para fazer face ao aumento exponencial do desembarque de passageiros no período do verão, bem como à realização de grandes eventos.

O MAI refere que o plano foi desenhado para "reforçar a capacidade de controlo das fronteiras externas da União Europeia, garantindo a segurança do Espaço Schengen e promovendo a fluidez no processamento dos passageiros que entram e saem do país através das fronteiras aéreas".

"Não obstante o grande número de voos e o volume de passageiros controlados, verificou-se a inexistência de constrangimentos assinaláveis, após o início de implementação do plano, excetuando situações pontuais em Lisboa e Faro", assegura o MAI, sublinhando que "foi possível aumentar significativamente a taxa de ocupação das boxes nos períodos considerados de pico, permitindo assim um processamento mais célere dos fluxos de passageiros".

O MAI frisa também que "diminuíram substancialmente os tempos máximos de espera observados nos aeroportos, em especial no aeroporto de Lisboa, onde "só muito raramente atingiu os 60 minutos na última semana, ficando em regra muito abaixo".

O Ministério avança que o plano assenta no reforço substancial de recursos humanos afetos aos aeroportos, novas soluções tecnológicas e operacionais.

De acordo com o MAI, 55 inspetores do SEF foram reafetados aos aeroportos, 25 dos quais foram colocados em Lisboa, 15 em Faro e 15 no Porto, e foram também colocados 176 elementos da PSP com curso de controlo de fronteiras ministrado pelo SEF, 42 dos quais iniciaram hoje a componente prática nos aeroportos.

No âmbito das soluções tecnológicas, o MAI refere que está a ser feito uma "atualização e monitorização constante dos equipamentos tecnológicos disponíveis" e o" SEF Mobile e controlo antecipado de passageiros estão a ser utilizados em controlos aleatórios em voos determinados ou em grandes eventos".

O MAI dá conta do alargamento, a 15 de junho, do Rapid4all (portas tecnológicas de controle de passageiros - E-Gates) a Estados Unidos da América e Canadá, permitindo esta solução o processamento de mais de 19 mil passageiros destas nacionalidades à chegada a Lisboa.

O MAI garante também que as portas tecnológicas E-gates (RAPID) de primeira geração estão "a funcionar em pleno e processam já cerca de um terço dos passageiros nas entradas no aeroporto de Lisboa" e as campanhas de sensibilização e de encaminhamento de passageiros foram reforçadas, com aumento de pontos azuis da ANA (pessoal de apoio), melhoria na gestão de filas e melhoria da sinalética.

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