Combustíveis

ANAREC espera que reposição de stocks seja feita o mais rapidamente possível

ANAREC espera que reposição de stocks seja feita o mais rapidamente possível

A Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC) congratula-se pelo final da greve dos motoristas de matérias perigosas, levantada ao início da manhã desta quinta-feira, esperando que o processo de reposição de 'stocks' seja feito o mais rapidamente possível.

"O processo de reposição de 'stocks', que vai ser necessariamente gradual, é da responsabilidade das petrolíferas e das empresas de transporte, por isso temos que esperar que todo o processo seja rápido para minimizar todo este transtorno que esta situação tem criado", disse em declarações à agência Lusa o presidente da ANAREC, Francisco Albuquerque.

O responsável estimou que até ao final da greve - cujo fim foi anunciado em conferência de imprensa pelo ministro das Infraestruturas - cerca de 80% dos postos estavam inativos ou em pré-rutura de 'stock'.

Ao longo do dia de quarta-feira, segundo o responsável, a situação nos postos de abastecimento foi-se agravando como previsto "muito devido ao enorme fluxo de viaturas para abastecimento e hoje dada a atual complexidade da situação é praticamente impossível estimar os postos que estão sem combustível, mas estimamos que 80% da rede esteja afetada, em rutura ou pré-rutura".

"Avançávamos a passos largos para um cenário de escassez total", disse.

"Nós congratulamos que finalmente a greve tenha terminado, mas há algo muito importante a retirar de tudo, não querendo fazer juízos de valor relativamente às pretensões e ao direito e legitimidade da greve e interesse das partes em causa, o que ficou bem patente é que um setor tão vital e estratégico para o nosso país não pode voltar a ficar numa situação como esta", acrescentou.

A greve dos motoristas de matérias perigosas terminou hoje, depois de o sindicato e a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem chegado a acordo ao início da manhã.

Em conferência de imprensa, às 8 horas, o ministro das Infraestruturas destacou a garantia de "paz social" acordada entre os motoristas de matérias perigosas para o processo negocial e referiu uma "normalização gradual" do abastecimento de combustíveis no país, apontando que a primeira reunião negocial decorrerá no dia 29.

No acordo assinado, a ANTRAM e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas comprometem-se a concluir até dia 31 de dezembro um processo de negociação coletiva.

Este processo, de acordo com o documento distribuído aos jornalistas esta quinta-feira em conferência de imprensa, em Lisboa, visa "promover e dignificar a atividade de motorista de materiais perigosos" e será acompanhado pelo Governo.

A negociação coletiva deverá assentar nos seguintes princípios de valorização: individualização da atividade no âmbito da tabela salarial, subsídio de risco, formação especial, seguros de vida específicos e exames médicos específicos.

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas teve início à meia-noite de segunda-feira, convocada pelo SNMMP.

O Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas estima que o abastecimento de combustível a nível nacional fique normalizado dentro de dois dias.

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