PROCURA UMA EMPRESA?

PESQUISE POR NOME, NIF OU MARCA, GRATUITAMENTE!

Relatórios de todas as empresas portuguesas

PSD

Ângelo Correia recusa imposto especial para mais ricos

Ângelo Correia recusa imposto especial para mais ricos

O antigo ministro do PSD Ângelo Correia recusou quarta-feira à noite um imposto especial para os mais ricos, lembrando que as taxas progressivas já penalizam aqueles que têm maiores rendimentos.

"Os ricos pagarem a crise, já pagam, porque quando as taxas progressivas de impostos são aplicadas a quem ganha mais, eles já estão a pagar muito mais", afirmou Ângelo Correia, quando questionado sobre a possibilidade de ser criado um imposto especial para os mais ricos.

Ângelo Correia, que falava aos jornalistas no final de um jantar-conferência na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo, utilizou como exemplo a majoração do imposto sobre os imóveis.

"Quando ao IMI é aplicada uma majoração é a quem tem casa, em princípio ricos e classe média, ou seja, toda a tributação que existe em Portugal já penaliza mais os ricos do que os pobres", sustentou.

Relativamente à taxa adicional de imposto sobre o rendimento sobre as pessoas singulares (IRS) e colectivas (IRC), anunciada na quarta-feira pelo Governo, o antigo dirigente social-democrata disse não ter conhecimento da proposta concreta, mas considerou que todas as medidas que o Governo tem vindo a tomar são "justificáveis".

Pois, sublinhou, os impostos que o Governo primeiro lançou são aqueles que estavam contidos no programa que Portugal assinou com a 'troika'.

Depois, "aqueles que foram requeridos adicionalmente" decorrem do "excesso de défice que veio dos primeiros seis meses e que não era conhecido na altura em que o programa da 'troika' foi elaborado".

Acrescentou ainda que "tudo aquilo que infelizmente tenha de ser necessário, por virtude do desconhecimento que o Estado português e o Parlamento tinham em Junho de algumas circunstâncias financeiras mais imperceptíveis que existiam e que decorreram do Governo anterior e que não eram conhecidas, neste momento, infelizmente, é justificável".

Considerou que o Governo está a pautar-se por "um critério essencial, que é o cumprimento rigoroso do défice que está previsto" e, por isso, se tiver de avançar com medidas que inicialmente não estavam previstas é porque "infelizmente é necessário".

Interrogado sobre o 'buraco' de 500 milhões de euros detectado nas contas da Madeira, Ângelo Correia disse apenas que os portugueses, quer do Continente, quer os madeirenses, terão de ter uma atitude de solidariedade e responsabilidade.

"A Madeira, parte de Portugal, vai assumir seguramente uma grande quota de responsabilidade e de solidariedade nossa", afirmou, reconhecendo que "é uma questão que obriga a uma atitude" e insistindo que todos os portugueses do Continente e da Madeira terão que "colaborar em conjunto para resolver o problema".