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Combustíveis

ARAC apela a entendimento para que situação não se repita

ARAC apela a entendimento para que situação não se repita

A Associação dos Industriais de Automóveis de Aluguer sem Condutor congratulou-se esta quinta-feira com o fim da greve dos motoristas de matérias perigosas e apelou a um entendimento entre as partes envolvidas para evitar que situações semelhantes se repitam.

"Ficamos claramente satisfeitos com o fim da greve, com a qual as consequências para o setor e para o turismo seriam muito graves, nomeadamente o 'rent-a-car' iria sofrer graves prejuízos, haveria muitos cancelamentos e teríamos de recolher os carros que ficassem sem combustível em muitos pontos" do país, afirmou à agência Lusa Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC - Associação dos Industriais de Automóveis de Aluguer sem Condutor.

O responsável admitiu que o setor foi afetado e apelou a um entendimento entre as partes envolvidas.

"Congratulamo-nos com o fim da greve e deve procurar-se um entendimento entre as partes envolvidas para que situações destas não se repitam", salientou Joaquim Robalo de Almeida, frisando que espera agora que se "reponha rapidamente o nível de combustíveis nos postos de abastecimento".

"Fomos afetados, tivemos muitos cancelamentos de reservas por falta de combustível, mas felizmente a situação não atingiu grandes proporções", sintetizou o secretário-geral da ARAC.

A greve dos motoristas de matérias perigosas terminou hoje de manhã, depois de o sindicato e a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem chegado a acordo ao início da manhã.

Em conferência de imprensa, às 8 horas, o ministro das Infraestruturas destacou a garantia de "paz social" acordada entre os motoristas de matérias perigosas para o processo negocial e referiu uma "normalização gradual" do abastecimento de combustíveis no país, apontando que a primeira reunião negocial decorrerá no dia 29.

No acordo assinado, a ANTRAM e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas comprometem-se a concluir até dia 31 de dezembro um processo de negociação coletiva.

Este processo, de acordo com o documento distribuído aos jornalistas hoje em conferência de imprensa, em Lisboa, visa "promover e dignificar a atividade de motorista de materiais perigosos" e será acompanhado pelo Governo.

A negociação coletiva deverá assentar nos seguintes princípios de valorização: individualização da atividade no âmbito da tabela salarial, subsídio de risco, formação especial, seguros de vida específicos e exames médicos específicos.

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas teve início à meia-noite de segunda-feira, convocada pelo SNMMP.