greve geral

Arménio Carlos apela à participação de todos na greve geral

Arménio Carlos apela à participação de todos na greve geral

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, apelou, esta terça-feira, em Coimbra, à participação de todos os trabalhadores na greve geral de 14 de novembro, frisando ainda que "esta luta envolve também os micro e pequenos" empresários.

"É uma greve geral para todos os trabalhadores, do setor privado, da administração pública, do setor empresarial do Estado, mas que tem a ver também com todas as famílias em Portugal, com os desempregados, com os reformados e pensionistas", afirmou ao discursar na Praça 8 de Maio, durante a passagem da "Marcha do Desemprego" por Coimbra.

Ao referir que a CGTP-IN convocou a greve "para acabar com esta política e este Governo, antes que este Governo e esta política acabem com o país", Arménio Carlos disse que "esta luta envolve todos os trabalhadores, mas também os micro e pequenos empresários", como os que desenvolvem a sua atividade naquela zona da cidade.

"Porque eles [os micro e pequenos empresários] sabem melhor do que ninguém, porque sentem todos os dias na caixa registadora, que, se porventura a recessão continuar e diminuir o poder de compra das pessoas, eles vão vender menos, vão fazer menos negócio, vão ter menos lucros, vão ter mais dificuldades em pagar salários e muitos deles correm o risco de ver encerrada a sua pequena empresa", afirmou.

Na sua intervenção, Arménio Carlos apelou a que todos se juntem à central sindical nas reivindicações de "aumentar a produção, não só para as exportações, mas para servir o mercado interno" e de aumento dos salários.

"A saída passa por aqui. Se alguém anda a tentar dividir as atenções ou a tentar centrar a discussão no acessório, nós não vamos perder tempo com o acessório, mas vamos centrar-nos apenas no essencial", vincou.

O líder sindical apelou ainda a que todos, independentemente das preferências partidárias, "se unam na defesa da causa do trabalho", porque "tocam a todos" situações como a recessão, a redução dos salários, o aumento do desemprego, os encerramentos e falências, a redução dos serviços públicos e funções sociais do Estado ou a pobreza e exclusão social.

Na opinião do líder da CGTP, "o Governo está descredibilizado e cada dia que passa é um dia em que se afunda".

Entoando palavras de ordem como "Desemprego em Portugal é uma vergonha nacional", "É preciso, é urgente, acabar com esta gente", centenas de pessoas participaram na "Marcha Contra o Desemprego" que, na sua passagem por Coimbra, compreendeu várias iniciativas.

Os participantes, entre os quais o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, marcharam desde o Centro de Emprego até aos Paços do Município, onde o coordenador da União dos Sindicatos de Coimbra (USC/CGTP-IN), António Moreira, entregou um dossier sobre a situação social do distrito, com 26400 desempregados.

O diretor do Conservatório de Música de Coimbra, Manuel Pires da Rocha, o médico e antigo jogador da Académica, Mário Campos, e o professor de Direito João Reis foram algumas das pessoas que expressaram a sua solidariedade com a "Marcha contra o Desemprego", durante as intervenções na Praça 8 de Maio.