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Arménio Carlos confiante numa forte adesão à greve geral contra a austeridade

Arménio Carlos confiante numa forte adesão à greve geral contra a austeridade

O secretário-geral da CGTP estima que a maioria dos trabalhadores portugueses vá aderir à greve geral desta quarta-feira. "Vocês estão a demonstrar grande coragem. Vocês são quem inicia a greve", disse Arménio Carlos, aos Bombeiros Sapadores de Lisboa, assinalando o início da paralisação. "O Governo de Pedro Passos Coelho já não acredita nas propostas que apresenta", defendeu.

"Vocês estão a demonstrar grande coragem. Vocês são quem inicia a greve. Sabem o que querem e não estão satisfeitos com o que vos estão a fazer", afirmou o secretário-geral da CGTP, terça-feira à noite, aos Sapadores de Lisboa nos Olivais, assinalando assim o início da greve geral desta quarta-feira.

O turno da noite começou às 20.00 horas. Apenas três dos 120 bombeiros sapadores de Lisboa do turno da noite, de sete dos dez quartéis do regimento, não aderiram à greve, com os restantes a assegurarem os serviços mínimos, disse à agência Lusa António Pascoal, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa.

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O setor dos transportes públicos será um dos mais afetados, prevendo-se "uma adesão praticamente total", apesar dos serviços mínimos fixados pelo Tribunal Arbitral. Os comboios estão parados desde as 22 horas e o Metro de Lisboa encerrou portas às 23.30 horas por motivos de segurança e parou às 00.00 horas.

Também na aviação, a TAP cancelou quase metade dos voos previstos para esta quarta-feira e, na Madeira, 1600 passageiros foram afetados devido ao cancelamento de 18 voos.

"O objetivo desta greve geral é exigir respostas aos problemas dos portugueses e uma das respostas prioritárias é a mudança de política", disse Arménio Carlos, junto ao piquete de greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, na praça Marquês de Pombal.

Para Arménio Carlos, "já se provou que o Governo já não acredita naquilo que apresenta, porque sabe 'a priori' que vai apresentar um documento que não vai conseguir respeitar, porque não corresponde à realidade do País".

Arménio Carlos estima que a maioria dos trabalhadores portugueses vá aderir à greve geral tendo em conta a disponibilidade para a luta manifestada nos muitos contactos sindicais feitos nas últimas semanas.

"Os trabalhadores é que são os protagonistas desta greve geral e nas centenas de contactos feitas pelas estruturas sindicais, quer em plenários nas empresas, quer em encontros junto às empresas, os trabalhadores manifestaram o seu total apoio e disponibilidade para esta ação de luta, o que nos leva a crer que vamos ter uma grande greve geral", disse Arménio Carlos em entrevista à agência Lusa.

O sindicalista salientou que existe "uma grande convergência" relativamente à greve geral, independentemente de ela ter sido convocada pela CGTP. "Esta não é apenas uma greve geral da CGTP", afirmou.

A CGTP marcou um conjunto de concentrações em várias cidades no continente e também nos Açores e na Madeira.

A greve geral realiza-se em protesto contra as medidas de austeridade previstas na proposta de Orçamento do Estado para 2013 e também para aderir a uma jornada de luta que a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) convocou para esta data.

No âmbito da iniciativa da CES está marcada uma greve geral para Espanha, uma greve geral de 4 horas para Itália e manifestações em vários países da Europa.

Questionado sobre o significado da convocatória simultânea de greves em países europeus, Arménio Carlos respondeu: "Os portugueses estão descontentes porque têm razões para estarem descontentes, os espanhóis também, os gregos também, os italianos também e os franceses estão cada vez mais descontentes. Os povos estão a dizer 'basta' a esta política de austeridade e empobrecimento".

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