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As reações dos partidos à eleição de Mário Centeno

As reações dos partidos à eleição de Mário Centeno

O fórum de ministros das Finanças da zona euro elegeu à segunda volta, esta segunda-feira à tarde, em Bruxelas, Mário Centeno como presidente do Eurogrupo. Eis as reações dos partidos portugueses

O porta-voz do PS classificou a eleição do ministro português como "uma boa notícia para Portugal e uma excelente notícia para a Europa, porque Mário Centeno é um ministro das Finanças que não cortou salários nem pensões e conseguiu mostrar que era possível uma alternativa política, cumprindo as metas orçamentais", disse João Galamba em declarações nos passos perdidos do parlamento.

O PSD saudou a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo, mas alertou que tal significa um "aumento da responsabilidade para Portugal", salientando que quem preside a esta instituição "é o guardião das regras europeias". "Portugal está agora ainda mais comprometido com as regras europeias, com a disciplina europeia. O Governo português, que já assumia isso como compromisso de Estado, tem agora um compromisso pessoal, não é possível presidir ao Eurogrupo e depois prevaricar dentro de casa", afirmou o deputado do PSD Duarte Pacheco, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

A líder parlamentar interina do BE duvidou que a eleição do ministro das Finanças português altere a natureza da instituição e o poderio alemão. "A pergunta que os portugueses fazem é se será Mário Centeno, por ser português e pertencer ao PS, pode fazer a diferença nesta instituição que só tem representado ataques à democracia e mais austeridade. Entendemos que prevalece a natureza da instituição", disse Mariana Mortágua, que falava aos jornalistas no parlamento.

O PCP considerou que a eleição nada traz de positivo para Portugal e advertiu que combaterá eventuais tentativas do Governo de acentuar restrições ao investimento público. "O PCP alerta para o uso que o Governo do PS, no quadro das suas opções e em sintonia com as do PSD e do CDS, venha a fazer desta decisão para acentuar a recusa ou limitações às medidas necessárias ao desenvolvimento do país", afirmou o eurodeputado comunista João Ferreira.

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) reagiu "sem surpresa", alertando que Portugal não deve sujeitar-se a uma "submissão maior" à União Europeia. "Os Verdes reiteram a sua preocupação, no sentido de que esta eleição não venha a representar, em qualquer circunstância, uma submissão maior à União Europeia e aos condicionamentos da Zona Euro, o que, a acontecer, seria profundamente negativo para Portugal", lê-se num comunicado do PEV.

O CDS saudou a eleição de um português para presidente do Eurogrupo, mas prometeu manter uma "oposição firme" na política interna e vigiar a sua coerência. "Como sempre fez no passado, o CDS valoriza a eleição de um português para um cargo, europeu [neste caso]. Ser melhor ou pior, depende do desempenho do professor Mário Centeno, do desempenho que fará do cargo de presidente do Eurogrupo", disse à Lusa o deputado centrista João Almeida.

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