Mobilidade

Associação contra rede pública para carregar carros elétricos

Associação contra rede pública para carregar carros elétricos

A nova Associação para a Modernização da Mobilidade Elétrica (AMME) propõe o fim da obrigatoriedade do uso da Mobi.e, defendendo que quem queira vender energia para carregamento de veículos elétricos possa utilizar uma infraestrutura própria para o fazer.

Segundo a AMME, quem perde com dependência da rede pública Mobi.e é o consumidor final. Em resumo, esse prejuízo decorre de dois fatores. Um utilizador de veículos elétricos não tem forma de conseguir saber quanto vai pagar no seu carregamento antes de o efetuar, sem recorrer a aplicações móveis de auxílio que simulam o custo. Por outro lado, um promotor que queira instalar uma solução de carregamentos não o consegue fazer sem ligar à rede controlada pela Entidade Gestora da Mobilidade Eléctrica (EGME), que gere a Mobi.e. Nesse contexto, o promotor não consegue diferenciar preços ou oferecer um custo claro e final aos seus utilizadores.

A nova associação, agora nascida, lembra que em Portugal "a transição para uma mobilidade elétrica sustentável, e fácil de utilizar, assenta na obrigatoriedade de uso de um sistema anacrónico, desproporcionalmente complexo e único no Mundo, que foi pioneiro e exemplar quando foi lançado mas hoje se coloca no caminho contrário ao do progresso".

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No final de 2021, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) divulgou as novas tarifas para a Mobi.e, a aplicar em 2022. Foi decidido subir a taxa aplicada aos Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e aos operadores de pontos de carregamento (OPC) em 79%: a tarifa passou de 0,1657 para 0,2964 cêntimos por carregamento. No entanto, o Ministério do Ambiente anulou este agravamento ao criar um desconto nas faturas dos utilizadores de carros elétricos. Tudo pago pelo Fundo Ambiental.

Segundo a Deco, o carregamento em casa é a solução mais prática e eficiente para os utilizadores de automóveis elétricos. "O carro elétrico só compensa do ponto de vista económico se for carregado em casa e com recurso à tarifa bi-horária", refere a associação de defesa do consumidor.

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